Uma pesquisa da Atlas/Bloomberg indica que 48,4% dos brasileiros temem a possibilidade de Flávio Bolsonaro assumir o poder. Este sentimento de receio não se limita à população, mas se estende a diferentes grupos, incluindo figuras políticas e instituições, como desembargadores catarinenses, o ministro Alexandre de Moraes e jornalistas críticos ao bolsonarismo.

O texto compara o temor atual com resistências históricas, como as de idosos ao nazismo em Paris ou a ditadura no Brasil, sugerindo que, apesar do medo, não houve recuo. A compreensão desse receio, segundo a análise, não se baseia apenas na rejeição às propostas de governo de Flávio Bolsonaro, que seriam inexistentes além da pauta anti-Lula, mas sim no histórico familiar e na índole atribuída ao político.

O Papel de Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro é apontada como alguém que agrega informações relevantes sobre o filho de seu marido, devido à convivência familiar desde 2013. O texto sugere que Michelle teria conhecimento aprofundado sobre Flávio, especialmente após experiências de desconsideração, atribuídas a ele e a Eduardo Bolsonaro, por tentar "usurpar" um espaço que seria exclusivo dos filhos.

A ex-primeira-dama teria indícios de que Flávio seria "mais do que um traidor da pátria", como definido por Lula, e sim um "predador" com potencial para concluir no poder o que, na visão do artigo, o pai não conseguiu por "incompetência e covardia". O texto levanta questionamentos sobre quais outras informações Michelle possuiria e as implicações de seu possível testemunho para o cenário político.

A influência de Michelle Bolsonaro é destacada como um fator significativo na política brasileira, não apenas no bolsonarismo. Acredita-se que ela, como "personagem mais importante da República na direita", teria a capacidade de desmantelar a estrutura de poder em torno dos enteados, algo que, segundo a análise, a esquerda tem tentado sem sucesso.