Especial para o Caderno Cultural Você Viu Isso
"O Menor Npr, que já entrevistamos algumas vezes na Folha de Londrina, com o Lázaro Ramos na Bienal do Livro do Rio, para onde ele levou seu livro Poesia043.
Ele fez a pré-venda do livro para poder ir e conseguiu.
Fico muito feliz por ele, que mora aqui em Londrina, no São Jorge.
Outro dia perguntei a ele o que era a sigla Npr, do nome dele, respondeu que é Norte do Paraná, nome de uma Batalha de rima que ele integrava aqui em Londrina.
Orgulho pé-vermelho!"
— relato da jornalista Célia Musili, uma das primeiras a destacar o feito.
O nome dele é Menor Npr. O endereço: bairro São Jorge, zona norte de Londrina.
E a conquista? Levar seu livro, "Poesia043", até a Bienal do Livro do Rio de Janeiro — um dos maiores eventos literários da América Latina.
Para conseguir chegar lá, Menor fez uma pré-venda independente de sua obra, reunindo apoio de amigos, seguidores e admiradores da cena cultural da cidade. Conseguiu. Pegou a estrada, chegou ao Rio com a mala cheia de poesia e atitude — e voltou com a certeza de que a literatura também nasce na quebrada.
"Npr é Norte do Paraná", explicou o poeta, fazendo referência à Batalha de Rima que integrou em Londrina, espaço de formação artística e resistência de tantos jovens da cidade.
O momento mais simbólico da viagem foi o encontro com o ator e escritor Lázaro Ramos, que não só ouviu com atenção o jovem poeta, como também se declarou:
"Sou doido pra conhecer Londrina!"
Um reconhecimento público de um dos grandes nomes da arte brasileira ao talento que vem do interior.
"O Paraná tem voz", já dizia o rapper Subene — e Menor Npr é prova viva disso.
Com seu livro, autografou não só páginas, mas histórias de superação e orgulho periférico.
"Modo fé infinita ativado", escreveu Menor em suas redes, após o evento. E a fé moveu. Ele, seus versos e todos os que se viram representados ali, naquele espaço que tantas vezes parece inalcançável.
"Poesia043" não é só um livro. É o retrato de uma juventude negra, pobre e potente, que transforma a dor em arte, e a palavra em ponte.
De Londrina para o mundo. Do São Jorge para a Bienal.
Orgulho pé-vermelho.






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