Beijing, 20 set (Xinhua) — A China registrou um crescimento robusto no investimento estrangeiro direto (IED) em setores de alta tecnologia durante os primeiros oito meses deste ano, apesar de uma queda nos fluxos de entrada gerais, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira.
Nesse período, o IED nos setores de alta tecnologia cresceu 35,1%, atingindo 200,26 bilhões de yuans (US$ 29,66 bilhões), representando 41,7% do total nacional, um aumento de 12,4 pontos percentuais em termos anuais, informou o Ministério do Comércio.
Foram criadas 42.582 novas empresas com investimento estrangeiro, uma alta anual de 0,3%, enquanto o IED efetivamente utilizado totalizou 479,95 bilhões de yuans, uma queda anual de 5,3%.
Por setor, a indústria manufatureira atraiu 119,55 bilhões de yuans em IED, enquanto o setor de serviços atraiu 350,42 bilhões de yuans.
Especificamente, o IED em serviços de P&D e design, serviços para a comercialização de conquistas científicas e tecnológicas e fabricação de equipamentos eletrônicos e de telecomunicações cresceu 74%, 64,2% e 41,9%, respectivamente.
A crescente capacidade de atrair investimento estrangeiro em setores de alta tecnologia reflete uma mudança fundamental nos fatores que impulsionam a atratividade da China para o capital global, passando de “orientado por custos” para “orientado por inovação”, disse Zhang Xiaotao, diretor do Centro de Pesquisa em Investimento Internacional da Universidade Central de Finanças e Economia.
Zhang atribuiu essa crescente atratividade à talentos de alto nível em P&D, infraestrutura industrial completa e cadeias de suprimentos eficientes, bem como aos esforços da China em cultivar setores emergentes.
De acordo com uma conferência nacional sobre manufatura avançada realizada em Beijing na quarta e quinta-feira, a China deve tratar o desenvolvimento da manufatura avançada como uma importante tarefa estratégica e avançar de forma constante para fortalecer sua capacidade no setor manufatureiro.
A manufatura inteligente de próxima geração deve servir como direção principal, com maior ênfase no empoderamento digital e inteligente, na manufatura de ponta e na autossuficiência, no desenvolvimento verde e de baixo carbono e na integração entre setores, acrescentou a conferência.
Além disso, em junho, a China divulgou um plano de ação com 15 medidas para estabilizar e otimizar a utilização do investimento estrangeiro, com foco na expansão do acesso ao mercado, na simplificação dos procedimentos de investimento, no incentivo à promoção de investimentos, no fortalecimento dos serviços e garantias para investidores estrangeiros e na melhoria da gestão do capital estrangeiro.
Uma nova versão do Catálogo de Setores Incentivados para Investimento Estrangeiro, que entrou em vigor em 1º de fevereiro deste ano, visa direcionar mais capital estrangeiro para a manufatura avançada, serviços modernos, indústrias de alta tecnologia, conservação de energia e proteção ambiental, bem como para as regiões do centro, oeste e nordeste do país.
Durante os primeiros oito meses de 2026, os investimentos efetivos provenientes da França, da Suíça e da República da Coreia cresceram 39,2%, 16,7% e 16,5%, respectivamente, com os investimentos realizados por meio de portos livres incluídos nesses cálculos.
Este ano tem sido marcado por frequentes movimentos de investimento por parte de empresas estrangeiras no setor de manufatura de ponta da China. A fabricante de equipamentos para semicondutores STI, da República da Coreia, está construindo uma base de fabricação de semicondutores em Guangzhou, no sul da China, com um investimento total de aproximadamente 12,4 bilhões de yuans, enquanto a gigante alemã de peças automotivas Schaeffler está injetando mais 1 bilhão de yuans em uma fábrica de robótica humanoide na Província de Jiangsu, no leste da China.
Chen Jianwei, professor da Universidade de Negócios Internacionais e Economia, afirmou que as multinacionais estão confirmando a posição insubstituível do mercado chinês na cadeia de valor global por meio de investimentos substanciais.
“Espera-se que a proporção do investimento estrangeiro em indústrias de alta tecnologia continue a aumentar, com centros de P&D e sedes regionais acelerando sua inserção na China”, acrescentou ele.
Fonte: Agência Xinhua — https://portuguese.news.cn/20260920/e7a550c925ae42fea25e481d18a9fe96/c.html






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