A China anunciou um plano estratégico para o setor varejista, com o objetivo de fortalecer a demanda interna, gerar empregos e modernizar a indústria nos próximos cinco anos. A iniciativa, liderada pelo Ministério do Comércio em conjunto com outros oito órgãos governamentais, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério das Finanças, busca alavancar o varejo para impulsionar a economia e atingir metas de consumo e emprego até 2030.

A diretriz visa estabelecer um sistema varejista moderno e competitivo, caracterizado por produtos de alta qualidade, serviços aprimorados e maior inteligência e conveniência para os consumidores. O plano prevê que o varejo físico se transforme em espaços de lazer, experiências imersivas e interação social, enquanto o varejo online se consolidará como um destino para compras diversificadas e de qualidade, com operações padronizadas.

Metas e Estratégias para o Varejo

O documento detalha tarefas essenciais para a transformação do setor, abrangendo desde o planejamento da estrutura industrial até o incentivo a novos fornecimentos e a criação de demanda. Serão promovidos os “círculos da vida de 15 minutos”, facilitando o acesso a necessidades diárias, e revitalizado o consumo em mercados menores, com aprimoramento de lojas e mercados distritais.

Para garantir a qualidade dos produtos, a diretriz encoraja varejistas a fortalecerem o controle de qualidade e a rastreabilidade, selecionando fornecedores rigorosamente, cultivando marcas próprias e combatendo produtos falsificados online e offline. Além disso, há um incentivo para a oferta de serviços de valor agregado, como customização, entrega domiciliar e assistência para grupos específicos, como idosos.

Modernização e Oportunidades

Fomentando a nova demanda dos consumidores, o plano prevê a modernização de antigos centros comerciais e a melhoria de ruas e blocos exclusivos para pedestres. Também será dado suporte para a renovação de equipamentos e instalações em locais de consumo offline, como complexos comerciais e supermercados. A conexão entre instalações comerciais e centros de transporte/pontos turísticos será apoiada por meio de passarelas e passagens subterrâneas.

Com o crescimento do turismo e compras na China, haverá apoio para o aumento de lojas com reembolso de impostos para turistas e a criação de zonas especiais para produtos de exportação. A China também incentivará grandes varejistas a expandir globalmente. No que tange à digitalização, o setor será impulsionado a integrar tecnologias inteligentes em toda a cadeia de valor, desde compras até logística, e a desenvolver novos cenários de negócios, como entregas por drones e vendas autônomas.

Impacto no Emprego e Financiamento

O plano também aborda a questão do emprego, incentivando os varejistas a estabilizar a força de trabalho, oferecer contratos de trabalho e melhorar o bem-estar dos funcionários, além de criar oportunidades para grupos desfavorecidos. A meta é manter a taxa de desemprego urbana pesquisada em 5,5% nos próximos cinco anos.

No aspecto financeiro, operadores varejistas elegíveis terão apoio para emitir títulos e fundos de investimento. Instituições financeiras serão incentivadas a criar políticas de crédito específicas para o setor, e políticas de subsídio de juros serão estendidas a operadores varejistas qualificados. Este plano se alinha ao 15º Plano Quinquenal da China, que busca aumentar o consumo das famílias e fortalecer a demanda interna como motor econômico entre 2026 e 2030.