O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) manifestou apoio à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar os repasses de recursos para o filme 'Dark Horse', uma produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação na rede social X, o parlamentar petista afirmou que há 'muita coisa errada' e denunciou 'relações promíscuas entre o Banco Master e a família Bolsonaro'. Ele ainda chamou a atenção para o que denominou de 'Bolsomaster', pedindo vigilância sobre o grupo.

As investigações abrangem a negociação de um financiamento de R$ 134 milhões, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, do Banco Master, dos quais R$ 61 milhões teriam sido destinados à produção do filme. Daniel Vorcaro foi detido na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes financeiras com movimentação estimada em R$ 12 bilhões.

Detalhamento da Investigação

A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pela GoUp e pelo filme 'Dark Horse', declarou que mais de 90% do orçamento da obra foi viabilizado por recursos ligados a Daniel Vorcaro. A Polícia Federal, com a autorização recente, focará em dois pontos principais: a origem e o trajeto dos valores transferidos por Vorcaro para financiar o filme, e a identificação dos beneficiários finais desse dinheiro, conforme reportado pelo Portal G1.

Existe também uma suspeita de que parte dos recursos possa ter sido utilizada para custear a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele reside atualmente. Uma reportagem do The Intercept Brasil, de 27 de maio, revelou que as negociações também envolveram o publicitário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro. Mensagens indicam que Eduardo defendia o envio do maior volume possível de dinheiro para os EUA, onde a produção estava mais adiantada, e sugeriu alternativas para facilitar a transferência de valores para fora do país.

Eduardo Bolsonaro se Pronuncia

Eduardo Bolsonaro negou ter atuado como investidor ou produtor-executivo do projeto. Ele afirmou que 'não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem'. Contudo, o ex-parlamentar reconheceu ter aportado R$ 350 mil no projeto, quantia que, segundo ele, foi obtida com a venda de um curso.