247 – Militares estadunidenses do Comando Sul e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos realizaram operações na cidade de Ushuaia, no sul da Argentina, segundo documentos e relatos reunidos pela teleSUR. As informações apontam para movimentos e trocas de efetivos na região nos últimos meses.

De acordo com a apuração, os grupos militares entraram e saíram da província de Terra do Fogo para realizar exercícios de reconhecimento em vales e geleiras, além de transportar equipamentos. A presença dos militares ocorreu em coordenação com o Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais nº 4 (BIM 4).

As informações sobre a movimentação foram divulgadas inicialmente pelo veículo Agenda Malvinas em 9 de setembro.

Militares foram vistos no aeroporto

Testemunhas relataram a presença de contingentes estadunidenses formados por entre 20 e 30 militares no aeroporto internacional de Ushuaia. Segundo os relatos, os integrantes carregavam mochilas táticas com sistemas de fixação MOLLE e outros equipamentos de uso militar.

Os militares teriam se identificado como integrantes das Forças Armadas dos Estados Unidos e desembarcado com bolsas e volumes nos padrões Coyote Brown e Olive Drab, diferenciados das bagagens utilizadas por turistas que estavam no terminal.

Segundo fontes ligadas à Base Naval de Ushuaia, a movimentação não corresponderia apenas a visitas técnicas isoladas. As fontes apontaram para operações planejadas e mantidas ao longo do tempo, em continuidade a exercícios realizados em 2024 e 2025.

Governo argentino não esclareceu autorização

Até o momento, a Armada Argentina não havia divulgado comunicado oficial sobre o alcance das atividades. O Poder Executivo também não esclareceu se a entrada dos militares estrangeiros observa as exigências previstas na Constituição Nacional.

O artigo 75, inciso 28, da Constituição argentina estabelece que cabe ao Congresso autorizar o ingresso de tropas estrangeiras no país.

O intendente de Río Grande, Martín Pérez, cobrou explicações do governo nacional e questionou: “A presença de pessoal militar de uma potência estrangeira na Terra do Fogo é preocupante. Eles têm aprovação do Congresso, como exige nossa Constituição Nacional?”