O entendimento no STF é que Mendonça colocou ao escrutínio público relatório de um inquérito ainda em andamento. Ou seja: meteu os pés pelas mãos com o objetivo de jogar a opinião pública contra não apenas um dos membros da corte, mas o mais importante deles. Sua estratégia foi vista como uma ação política, com o claro objetivo de agradar ao ex-presidente preso que o indicou. E interferir de forma acintosa no processo eleitoral. Tudo indica que não será aberta investigação alguma contra Moraes. Fachin vai submeter ao plenário a decisão de Gonet, que pediu a anulação do relatório da PF e o arquivamento da petição de Mendonça. E a nulidade será confirmada pela maioria dos ministros, pois, como argumentou o chefe da PGR, ministro do STF não pode investigar individualmente outro colega; qualquer suspeita ou investigação contra ministro deve ser enviada ao presidente da corte e autorizada pelo plenário e Mendonça agiu sem provocação do MPF ou da Polícia Federal. Mendonça ficará isolado. Com a broxa na mão. No mínimo.
Mendonça vai ficar com a broxa na mão
Relatório da PF será anulado no plenário
BRASIL






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