O ator e investidor anjo Mark Wahlberg manifestou-se favorável ao uso da inteligência artificial (IA) na produção cinematográfica. Sua condição é que a tecnologia seja empregada para “aprimorar o que se está fazendo”.

Apesar da divisão em Hollywood sobre o tema, Wahlberg defende que a IA tem espaço na indústria, desde que utilizada “da maneira certa”. Ele compartilhou sua visão sobre o papel da IA no cinema e sua abertura para que uma versão de IA de si mesmo possa dar continuidade ao seu legado. O ator planeja, inclusive, usar a IA para otimizar aspectos de sua próxima cinebiografia sobre Pete Rose, na qual interpretará o protagonista.

“É um filme bastante caro, mas estamos conversando sobre a utilização [da IA] para aprimorar o ambiente do estádio, coisas dessa natureza”, disse Wahlberg. Ele ressaltou que a IA não deve substituir a criatividade humana: “Não acho que se deve apenas colocar uma ideia no ChatGPT e ele cuspir um roteiro, e então você ir lá e fazer isso sem usar atores reais. Mas se você pode usá-la para aprimorar o que está fazendo, sou totalmente a favor disso”.

O ator enfatizou que a narrativa deve permanecer como o cerne da produção cinematográfica. Wahlberg comparou o momento atual da IA com o impacto dos efeitos visuais em filmes como “Jurassic Park” e “A Tempestade Perfeita”, que marcaram avanços tecnológicos em imagens geradas por computador. Ele destacou que, atualmente, valoriza mais a “verdadeira narrativa” do que os filmes puramente baseados em efeitos.

Wahlberg também comentou sobre a possibilidade de ter sua imagem digitalizada para criar réplicas de IA. Questionado sobre o CAA Vault, uma instalação da Creative Artists Agency que permite aos atores escanear seus corpos, rostos, movimentos e vozes para criar essas réplicas, ele afirmou que não visitou o local, mas estaria aberto à ideia. “Eu estaria interessado porque acho que no futuro, se é para onde as coisas vão, seria legal que meus filhos ou meus netos pudessem ser responsáveis pela minha imagem e, esperançosamente, me colocassem em bons filmes”, explicou o ator.

Ele não se oporia se sua futura série animada, “Ted”, pudesse continuar por décadas com uma versão de IA de sua imagem. “Acho legal se eu não puder mais fazer ou não existir, e se puder continuar e as pessoas quiserem ver, acho interessante ver para onde as coisas vão”, disse Wahlberg, indicando que o público deveria ter a oportunidade de assistir ao que deseja, caso haja demanda.