247 – O presidente Lula (PT) reafirmou de forma categórica sua posição em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, sem redução salarial, enquanto aguarda os desdobramentos das votações agendadas no Congresso Nacional. Durante manifestações públicas e publicações em suas redes sociais, Lula denunciou que a oposição está articulando para barrar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), pautada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em declaração publicada na rede social X, o presidente criticou a atual jornada e cobrou a aprovação da matéria. “Trabalhar seis dias para folgar um não é viver. É sobreviver. Enviei o projeto que acaba com a escala 6×1, sem redução de salário. Infelizmente, meus adversários estão fazendo de tudo para não aprovar a lei. Eles jogam contra o trabalhador. Vamos com tudo até vencer essa batalha. Acabar com a escala 6×1 é devolver o que é seu: tempo para você e sua família”, afirmou Lula.

A proposta endossada pelo governo federal reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de descanso e preservando a remuneração integral. A medida conta com o apoio de quase 70% da sociedade brasileira e foi classificada pelo presidente como uma pauta de “amplo interesse da classe trabalhadora”.

Omissão da oposição e a proposta alternativa

Em contraposição à postura do governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita à Presidência, evitou se comprometer com o projeto. Ao ser questionado por jornalistas no Congresso Nacional sobre seu posicionamento em relação à PEC, o parlamentar não deu uma resposta direta sobre como votaria.

Além de desviar das perguntas, Flávio Bolsonaro marcou compromissos de campanha e ausentou-se do Congresso nos dias de votação. O senador voltou a defender uma proposta alternativa baseada na flexibilização das relações trabalhistas, batizada de PEC 7×0, idealizada por seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto sugere que cada trabalhador defina individualmente a jornada com o contratante, o que enfraquece o papel das negociações coletivas.

Indagado sobre qual atitude tomaria caso a proposta de Rogério Marinho fosse derrotada na CCJ, Flávio Bolsonaro tergiversou: “Primeiro vota a nossa proposta e depois vê o que faz”.