O presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou sua candidatura a um novo mandato perante a Justiça Eleitoral no sábado, 8 de agosto. Na ocasião, o atual chefe do executivo brasileiro apresentou uma declaração patrimonial de R$ 4,7 milhões. Este montante representa uma diminuição de R$ 2,7 milhões em comparação com os R$ 7,4 milhões informados em 2022, configurando uma redução nominal de 35,7%.

Detalhes da Declaração Patrimonial

A principal razão para a diferença nos valores declarados está na redução dos investimentos em previdência privada. Dois planos de previdência privada constituem a maior parte do patrimônio do presidente, somando R$ 3,31 milhões, o que corresponde a 69,4% de todos os bens. Um dos planos possui um saldo de R$ 1,93 milhão, enquanto o outro totaliza R$ 1,38 milhão.

Entre os demais bens, Lula declarou uma participação de 26,68% em um sítio localizado em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 130 mil. A declaração inclui ainda um veículo estimado em R$ 50 mil e outro terreno no mesmo município, no valor de R$ 2,7 mil, além de outros itens.

A queda patrimonial é amplamente explicada pela diminuição nos saldos dos planos de previdência. Em 2022, o presidente havia declarado R$ 5,57 milhões em um plano VGBL. Atualmente, os dois planos juntos somam R$ 3,31 milhões, o que representa uma diferença de aproximadamente R$ 2,26 milhões. Esse recuo equivale a cerca de 85% da redução total de aproximadamente R$ 2,65 milhões observada entre as declarações das duas eleições.

Plano de Governo e Propostas

Junto ao registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula também anexou um plano de governo de 84 páginas. O documento detalha as propostas para um possível novo mandato, abrangendo diversas áreas.

Entre os compromissos destacados no plano, estão a criação do Ministério da Segurança Pública e a manutenção do novo arcabouço fiscal. Na esfera social, o plano prevê a expansão do programa Minha Casa Minha Vida e o fortalecimento do Pé-de-Meia, iniciativas voltadas para habitação e permanência estudantil, respectivamente. Na agenda ambiental, a meta de desmatamento zero até 2030 foi reafirmada.

O programa de governo também inclui propostas para a área trabalhista, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem que haja diminuição na remuneração dos trabalhadores. Essas medidas integram um conjunto de propostas para um eventual novo mandato do presidente.