À medida que o segundo turno da eleição presidencial se aproxima, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro concentram esforços em suas campanhas para mobilizar os eleitores e combater o receio de uma alta taxa de abstenção. A ausência de disputas para governador em grandes colégios eleitorais como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde Flávio obteve vantagem no primeiro turno, pode desestimular a ida às urnas.
A preocupação com a abstenção é reforçada por uma pesquisa Quaest que indicou que 43% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não compareceram no primeiro turno declaram voto em Lula, enquanto 38% optariam por Flávio. Contudo, alguns integrantes da campanha de Flávio veem um cenário menos alarmista, destacando que a eleição de 2022 foi a única do passado recente com redução da abstenção entre os turnos.
Estratégias de mobilização de Flávio Bolsonaro
Após um primeiro turno onde Flávio liderou por 2,2 milhões de votos, a mobilização pró-Lula, tanto nas ruas quanto nas redes, levou a equipe de Flávio a intensificar o contra-ataque. Criaram o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, em resposta ao “Exército do Lula”, e planejaram atos em todo o país. Comícios de rua, convocados por aliados como o deputado Nikolas Ferreira, são uma aposta, com destaque para um evento na Avenida Paulista, que pretende reunir senadores e governadores eleitos.
A campanha de Flávio também conta com o “Flaviômetro”, um site desenvolvido pelo deputado Gustavo Gayer que utiliza inteligência artificial para monitorar e classificar perfis de apoiadores nas redes sociais que pedem votos para o candidato. O próprio Flávio tem enfatizado em seus discursos a importância de cada eleitor votar novamente e trazer mais uma pessoa para as urnas no dia 25.
Lula aposta em sua base e nos aliados
Em desvantagem no primeiro turno, a campanha de Lula tem demonstrado força de reação, mobilizando candidatos eleitos e derrotados. A expectativa é que as pesquisas de opinião pública passem a refletir a movimentação nas ruas. A equipe de Lula distribuiu metas locais para ampliar votos e, no Nordeste, conta com o apoio de governadores aliados para manter o transporte público gratuito no dia da eleição, conforme determinação do TSE.
Para reduzir a abstenção, a campanha petista busca simplificar o processo de votação, lembrando que o segundo turno é mais rápido. O senador Camilo Santana, membro da campanha, ressaltou que “é só um voto” no segundo turno. Outro ponto de investimento são as recentes conquistas do governo no Congresso, como o fim da escala 6x1 e o aumento do limite e perdão de dívidas para Microempreendedores Individuais. A equipe de Lula também aposta no confronto direto nos debates com Flávio e está particularmente atenta ao eleitorado idoso, que, apesar de apoiar o presidente, historicamente apresenta maior taxa de abstenção.






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