O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal discute com o Banco Central a proibição de conceder cartão de crédito extra aos clientes como uma medida para conter o endividamento da população.
A declaração ocorreu em entrevista na quinta-feira (1º), quando o petista ressaltou a importância de "moralizar" a questão do crédito. "O meu pessoal da economia sabe, o Galípolo sabe que nós vamos ter que moralizar um pouco essa questão de crédito. Não é possível a gente permitir que a sociedade seja endividada da forma mais irresponsável possível", disse.
Atualmente, o Banco Central não estabelece limite relacionado ao número de cartões que uma pessoa pode possuir. Há, porém, regras sobre o envio e aumento de limites. As instituições financeiras não podem enviar ou ativar cartão de crédito sem solicitação ou autorização expressa do titular. Desde julho de 2024, qualquer aumento de limite necessita aprovação prévia do cliente, comunicada a cada evento de incremento.
Contexto de endividamento
O endividamento se tornou um dos temas da campanha eleitoral deste ano. O governo lançou a nova fase do programa Desenrola, que destinará até R$ 15 bilhões para adquirir carteiras de dívidas de pessoas que estão com atraso de 2 anos a 4,5 anos em cartão de crédito (parcelado e rotativo) e crédito pessoal, com perspectiva de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas.
Ao longo de seu mandato, Lula mantém críticas à taxa de juros, mesmo sob a gestão do presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, por ele indicado. Lula também anunciou reajuste no Bolsa Família, que subiu 15,04%, elevando o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.






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