Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito presidente do Brasil, discursou na noite de 25 de outubro em São Paulo com promessas de transformações em seu próximo mandato. Durante o evento de vitória, criticou seu adversário e sinalizou mudanças em relação ao governo anterior.

Na ocasião, Lula abordou a interferência de forças externas nas eleições por meio de plataformas digitais. Comprometeu-se a regular essas empresas, afirmando que o crime digital deve receber o mesmo tratamento que crimes na vida real e que é inaceitável corporações lucrarem milhões sem pagar impostos ao Brasil enquanto tentam direcionar resultados eleitorais.

Flávio Bolsonaro foi alvo de críticas contundentes, sendo caracterizado como um "representante genuíno do milicianismo desse país". Lula afirmou se sentir constrangido durante os debates com o adversário e questionou sua atuação. O presidente reeleito declarou ainda que o Brasil não aceita ser "quintal de ninguém", sinalizando independência nas decisões políticas e econômicas.

Investimentos em tecnologia e inclusão social

Entre seus compromissos estão aumentar investimentos em economia verde, economia criativa e tecnologia digital. Lula anunciou a intenção de desenvolver uma inteligência artificial brasileira, evitando dependência de China ou Estados Unidos. Também prometeu expandir o uso de comunicação digital para dialogar com frequência com o povo.

O presidente afirmou que seu governo será voltado para todos os 215 milhões de brasileiros, com atenção especial a idosos, mulheres e respeito às convicções religiosas. Destacou que não possui preferência religiosa, mas sim respeito pela fé da população.

Lula reafirmou que não buscará um novo mandato presidencial após este, indicando que seu quarto governo marcará sua despedida da presidência. Prometeu que será seu melhor governo até agora, priorizando ciência e tecnologia para transformar o Brasil em uma nação desenvolvida e protagonista nas decisões políticas e econômicas internacionais.