O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez comparações entre os arsenais militares dos Estados Unidos e do Brasil durante um evento na quarta-feira (29). Ao abordar as tentativas de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, Lula mencionou o presidente americano Donald Trump, destacando que não deseja atritos com ele, dada a superioridade militar dos EUA.

“O Trump, às vezes, fica querendo brigar comigo. Não quero brigar com ele, não sou bobo. O cara diz que tem os maiores navios do mundo, diz que tem as maiores bombas atômicas, os maiores aviões”, declarou o presidente brasileiro. Em contraste, ele afirmou que sua força reside no apoio popular: “Eu só tenho vocês. Não quero briga, quero paz”.

Relações Brasil-EUA e taxações

Historicamente, as relações entre os dois países já enfrentaram tensões. Os Estados Unidos impuseram duas sobretaxas, de 25% e 12,5%, sobre produtos exportados pelo Brasil. Essas medidas teriam sido adotadas após articulações de políticos brasileiros junto ao governo Trump, em uma tentativa de pressionar o Brasil após a condenação de Jair Bolsonaro.

A aproximação entre as alas políticas de Bolsonaro e Trump também resultou na classificação de grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas, aumentando o risco de sanções contra o Brasil. O governo brasileiro, por sua vez, pode reagir por meio da Lei da Reciprocidade Econômica.

Poderio militar global

De acordo com o ranking Global Firepower, que avalia a capacidade militar de 145 países, os Estados Unidos lideram a lista com a maior pontuação. O Brasil, por sua vez, ocupa a 11ª posição no cenário militar global.

O ranking, publicado anualmente desde 2006, analisa a capacidade potencial de nações para conduzir operações militares convencionais em terra, mar e ar. A metodologia considera fatores como efetivo disponível, equipamentos, recursos naturais, capacidade financeira, logística e características geográficas. Os EUA ocupam o topo da lista, seguidos por Rússia, China e Índia.