Veículos da grande imprensa, como Estadão, Folha e Globo, teriam atuado para promover o nome da senadora Tereza Cristina como possível candidata à vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Colunistas desses jornais especularam sobre a aliança, mesmo cientes de que o Partido Progressista (PP) já havia decidido não se envolver diretamente na eleição presidencial com essa formação.

Apesar das notícias, o PP não demonstrou interesse em indicar Tereza Cristina para a vaga, avaliando que a associação com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não seria vantajosa. A senadora, conhecida por sua atuação ligada ao agronegócio e por ser uma figura conservadora, não é vista como alguém que se alinharia naturalmente com extremistas de direita, contrariando a percepção de parte da imprensa que a comparou a Ronaldo Caiado.

Alianças e Cenário Político

A expectativa dos jornais era que a adesão da senadora pudesse atrair o PP para apoiar o candidato, que teria enfrentado resistência do Centrão. Contudo, a decisão de formar alianças do PP com o Partido Liberal (PL) é predominantemente estadual, e não nacional. Isso significa que, embora haja acertos pontuais em alguns estados, como a aliança no Rio Grande do Sul entre o PP e o PL para apoiar o coronel Zucco ao governo, estas não representam uma diretriz nacional.

Em outras localidades, as alianças do PP se mostram diversas. Há poucas aproximações semelhantes em outros estados entre o PP e o PL, como ocorreu no Distrito Federal e em Tocantins. Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem consolidado ou estudado alianças com o PP em diversos estados, incluindo Paraíba, Piauí, Maranhão, Ceará, Alagoas e Pernambuco, expandindo seu palanque para 25 estados, enquanto Flávio Bolsonaro ainda não teria palanque em 10 estados.

Repercussões Regionais

No Rio Grande do Sul, a aliança da direita gaúcha com o bolsonarismo para apoiar o coronel Zucco tem sido questionada. O candidato é considerado fraco, com discurso e ação política limitados, além de não possuir o carisma que tradicionalmente caracteriza os líderes de direita no estado. Essa escolha pode ter colocado o PP em uma situação desfavorável, dada a baixa performance esperada do candidato.