Um turista italiano foi detido em flagrante e teve sua prisão preventiva determinada pela Justiça após cometer crimes de importunação sexual e discriminação racial contra a cantora Renata Nascimento, de 32 anos. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (5) em Morro de São Paulo, distrito de Cairu, no baixo sul da Bahia, durante a apresentação da artista em um estabelecimento local.
Renata Nascimento relatou que, enquanto trabalhava, o homem começou a importuná-la. Segundo seu depoimento, o agressor apontou o celular para ela e a chamou de “escrava” duas vezes, aparentemente buscando uma reação, já que ela evitava contato. Diante da situação, a cantora agiu com calma e usou seu próprio celular para gravar a conduta do turista, a fim de obter provas. Ignorando a postura profissional de Renata, o italiano sentou-se próximo, encarou-a insistentemente e, em seguida, questionou abertamente seu “valor”, com conotação sexual, exigindo saber quanto custaria para tê-la como objeto de prazer.
Intervenção e histórico do agressor
Funcionários do estabelecimento testemunharam o comportamento inadequado do suspeito e intervieram. Garçons informaram que, antes de assediar a cantora, o italiano já havia proferido ofensas racistas contra uma mulher que o acompanhava, chamando-a de “preta” e “negra”, a qual deixou o local antes da abordagem à artista.
A Polícia Militar foi acionada e conduziu o suspeito e a vítima à Delegacia Territorial de Valença, onde o homem foi autuado em flagrante por importunação sexual e discriminação racial. Em audiência de custódia na quinta-feira (6), a 1ª Vara Criminal da Comarca de Valença converteu a prisão em preventiva. O juiz Cidval Santos Sousa Filho considerou o risco de reincidência, visto que o italiano já cumpria pena em regime semiaberto por um crime de 2013, relacionado à distribuição de cocaína. Ele estava proibido de frequentar bares, casas noturnas e de ingerir álcool, regras que foram desrespeitadas.
Renata Nascimento desabafou após a prisão, revelando que já havia sido vítima de violência similar, mas os agressores anteriores ficaram impunes por falta de provas. Essa experiência a motivou a manter o controle emocional para gravar os abusos e garantir as medidas judiciais contra o agressor.







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