247 – Um incêndio durante uma festa de casamento deixou pelo menos 22 mortos e vários feridos em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O fogo começou na sexta-feira (4) em um salão localizado no primeiro andar de um prédio comercial no distrito de Lingwala.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, a celebração ocorria na boate Panacée, onde os noivos e convidados estavam reunidos quando as chamas começaram. Autoridades locais afirmam que a estrutura do espaço dificultou a retirada das pessoas, especialmente porque havia apenas uma porta disponível para a saída.

O balanço de vítimas divulgado até a manhã de sábado (5) era considerado provisório. O prefeito do distrito de Lingwala, Norbert Mushiga Nzindula, informou que diversos feridos foram encaminhados para hospitais e unidades de emergência da região.

Saída estreita e fumaça dificultaram evacuação

De acordo com Nzindula, a dimensão da única saída do salão pode ter contribuído para o elevado número de vítimas, ao impedir que muitos convidados deixassem o espaço simultaneamente.

“A saída, aparentemente, era estreita demais para permitir a evacuação de um grande número de pessoas de uma vez”, afirmou.

O prefeito acrescentou que o pânico e a fumaça provocada pelo incêndio também comprometeram a retirada dos participantes.

“O pânico resultante pode explicar o alto número de fatalidades. A fumaça também os impediu de sair. Mas, no momento, a causa do incêndio é desconhecida”, declarou Nzindula.

As chamas continuaram durante a madrugada e só foram controladas nas primeiras horas de sábado.

Salão ficou destruído

Imagens divulgadas após o incêndio mostram o salão com móveis destruídos, estruturas carbonizadas e sinais intensos da ação do fogo. As janelas tiveram os vidros quebrados pelo calor, enquanto partes do revestimento do teto derreteram.

Objetos pessoais dos convidados e equipamentos do estabelecimento também foram atingidos pelas chamas.

As autoridades ainda não informaram o que provocou o incêndio. Enquanto a investigação avança, os feridos continuam sendo atendidos em diferentes hospitais da capital congolesa.

O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da República Democrática do Congo, Jacquemin Shabani, visitou o local na manhã de sábado e classificou o episódio como “uma tragédia”.

O número oficial de mortos pode aumentar diante da quantidade de pessoas hospitalizadas, segundo as autoridades locais.