Imóveis de dimensões reduzidas estão se consolidando como um caminho promissor para quem busca investir em estadias curtas, ou short stay, na cidade de Londrina. Nesse formato, as unidades são destinadas a aluguéis de curta duração, e a rentabilidade está diretamente ligada à demanda, ao valor das diárias e aos custos operacionais.

O empreendimento Compass109, desenvolvido pela Dancon em parceria com a Housi, exemplifica essa tendência, oferecendo diversas plantas para atender a esse segmento. Essa iniciativa surge em um cenário imobiliário aquecido em Londrina, conforme revelado pelo Estudo do Mercado Imobiliário local. O levantamento, conduzido pela Brain Inteligência Estratégica em colaboração com o Sinduscon Paraná Norte, Secovi Norte-PR e Sebrae/PR, indicou um Valor Geral de Vendas de R$ 3,3 bilhões em lançamentos previstos para 2024, totalizando 5.732 unidades em 36 empreendimentos. O estudo também apontou oportunidades significativas no segmento de apartamentos compactos.

Plantas Diversificadas e Áreas Compartilhadas

Para o investidor, este panorama representa um ponto de partida estratégico. A avaliação do imóvel deve considerar o público-alvo das estadias, a localização e a infraestrutura necessária para a operação da unidade. Unidades compactas podem apresentar ambientes integrados ou dormitórios separados, e a escolha da configuração ideal no modelo short stay depende do perfil de hóspede desejado e do investimento em mobiliário e equipamentos.

O Compass109, localizado na região central de Londrina, exemplifica essa diversidade. O projeto contará com 128 unidades, incluindo estúdios de 26 e 27 m², Studio Plus de 32 m², e apartamentos de um ou dois dormitórios, com 44 m² e 46 a 47 m², respectivamente. Essa variedade permite ao investidor alinhar o perfil do hóspede com o custo de aquisição e preparação da unidade, bem como com a estratégia de locação.

Além das unidades, as áreas compartilhadas do Compass109 complementam a oferta de estadia. O projeto prevê espaços como coworking, sala de reuniões, academia, mercado interno, rooftop, piscina, sky bar e áreas de convivência. Esses recursos agregam valor à experiência do hóspede, especialmente para quem está a trabalho, e devem ser considerados pelos investidores em relação às despesas de manutenção e condomínio, influenciando tanto a experiência do hóspede quanto os custos operacionais.

Localização e Gestão do Investimento

No modelo de short stay, a localização é um fator crucial. A proximidade de comércios, serviços e opções de alimentação facilita a permanência de visitantes. A localização central do Compass109 em Londrina, por exemplo, deve ser analisada em relação aos compromissos dos hóspedes e às alternativas de acomodação disponíveis no mercado.

Investir em estadias curtas abrange não apenas a aquisição do imóvel, mas também a preparação da operação de locação. Planejar mobília, equipamentos, divulgação, atendimento, limpeza e manutenção, além de considerar períodos de desocupação, é fundamental. No Compass109, a parceria com a Housi oferece uma solução tecnológica e de gestão de locações, cujo escopo e responsabilidades dependerão das condições contratuais específicas. A análise do investimento deve considerar as receitas e despesas de forma integrada, sem presumir ocupação constante ou retorno garantido.