Uma pesquisa da BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (13), aponta que o governo Lula (PT) registra taxas de aprovação e desaprovação de 47%, configurando um empate. O estudo identificou que o apoio ao presidente é mais expressivo entre mulheres, pessoas idosas, moradores do Nordeste e eleitores com renda mais baixa. Cerca de 6% dos entrevistados não souberam ou preferiram não se manifestar sobre o desempenho do presidente.
Este resultado representa uma melhoria no saldo da gestão em relação ao início da série histórica do levantamento. Em 30 de março, a aprovação era de 45% e a desaprovação atingia 51%, uma diferença negativa de seis pontos percentuais. Desde então, a aprovação avançou dois pontos, enquanto a desaprovação recuou quatro pontos, ambos chegando aos atuais 47%. O levantamento entrevistou 2.003 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de julho de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Perfil dos apoiadores e críticos
A aprovação governamental é mais alta entre os desocupados, alcançando 63%, e entre as pessoas fora da população economicamente ativa, com 55%. Entre os trabalhadores informais, há um equilíbrio estatístico (45% aprovam, 47% desaprovam), mas o cenário é menos favorável entre os formais, onde 40% aprovam e 56% desaprovam.
A renda familiar também se mostrou um fator relevante na avaliação. Entre aqueles que recebem até um salário mínimo, 58% aprovam a gestão. Nas faixas de renda intermediárias e mais altas, a desaprovação numérica supera a aprovação. Mulheres (54% de aprovação) e idosos com 60 anos ou mais (56% de aprovação) demonstram maior respaldo ao governo. Já entre os homens, 40% aprovam e 56% desaprovam. Regionalmente, o Nordeste lidera a aprovação com 57%, enquanto o Sul apresenta o quadro mais adverso, com apenas 34% de aprovação.
Avaliação por escolaridade e religião
Pessoas com ensino fundamental completo têm maior aprovação do governo (57% aprovam e 38% desaprovam). Nos níveis de ensino médio e superior, a desaprovação é superior à aprovação. Em termos religiosos, católicos (51%) e pessoas sem religião (52%) tendem a aprovar mais a gestão. O governo enfrenta maior resistência entre evangélicos, onde 38% aprovam e 56% desaprovam.
A pesquisa também avaliou a gestão por conceitos, com 35% classificando-a como ótima ou boa, 24% como regular e 41% como ruim ou péssima. É importante notar que esta formulação de pergunta é diferente da medição direta de aprovação e, portanto, seus resultados não devem ser diretamente comparados ou somados. O levantamento abrangeu as 27 unidades da Federação e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07981/2026.







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