Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram continuar a greve nesta terça-feira (22), após rejeitarem uma nova proposta para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A assembleia, organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, ocorreu virtualmente na segunda-feira (21), com 59,3% dos votos sendo contrários ao acordo. A paralisação, que começou em 10 de setembro, seguirá enquanto a direção do movimento discute os próximos passos.
O sindicato informou que a mobilização dos trabalhadores foi fundamental para que a Caixa modificasse pontos importantes durante as negociações. No entanto, mesmo com a orientação da entidade pela aprovação, a proposta foi barrada. A Caixa, por sua vez, declarou que busca uma solução equilibrada e sustentável e que mantém o diálogo com os representantes dos funcionários.
Detalhes da proposta rejeitada
A oferta submetida à votação havia sido apresentada pela Caixa após rodadas de negociação que se estenderam de quarta (16) a quinta-feira (17). Entre as principais alterações, estava o aumento do limite de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 9% da folha de pagamento, a partir de 2027.
A proposta também previa a eliminação da cobrança do plano de saúde por faixa etária e a manutenção do modelo de assistência que une trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. Segundo o sindicato, os direitos já estabelecidos no ACT específico e na Convenção Coletiva de Trabalho seriam preservados. Além disso, havia a previsão de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional de 2026.
Outro ponto da proposta era a compensação dos dias de greve em até 180 dias. Se o acordo fosse aprovado até a segunda-feira anterior, pagamentos como PLR, Super Caixa, Bônus Caixa e o prêmio estariam programados para 30 de setembro.
Esta não é a primeira vez que uma proposta é rejeitada. Em 11 de setembro, um dia após o início da paralisação, os trabalhadores já haviam recusado uma oferta anterior da Caixa com 68% dos votos, optando por manter a greve por tempo indeterminado.







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