Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República pelo PL-RJ, demonstrou emoção neste domingo (9) ao se manifestar sobre a impossibilidade de visitar seu pai, Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais. O ex-presidente está cumprindo prisão domiciliar em Brasília, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de seus filhos para visitá-lo na data comemorativa. O senador publicou uma carta nas redes sociais, na qual criticava a decisão do magistrado, classificando-a como “desumana, insana, injusta e triste” a proibição de um filho encontrar o pai nesta data.
Restrições de visitas e a carta de Jair Bolsonaro
Durante uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro chorou ao falar sobre a situação, aconselhando as pessoas a abraçarem seus pais e avós. A restrição de visitas imposta por Alexandre de Moraes suspendeu encontros presenciais por 30 dias, exceto com advogados e médicos, entrando em vigor no final de julho. Essa medida foi tomada após Jair Bolsonaro divulgar a “Carta aos Brasileiros” nas redes sociais, o que, segundo o ministro, contrariou a proibição de comunicação do ex-presidente com apoiadores. A proibição para Flávio Bolsonaro foi estendida até o fim das eleições, totalizando 90 dias.
A decisão de Moraes, relator da investigação sobre uma suposta trama golpista que resultou na condenação de Jair Bolsonaro e outras 28 pessoas, limita diretamente as visitas dos filhos. O ex-mandatário foi acusado de cinco crimes, incluindo golpe de Estado e liderança de organização criminosa.
Outros filhos e a situação de Jair Bolsonaro
Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (de Balneário Camboriú, SC) terão um período menor de impedimento, podendo visitar o pai após a segunda quinzena de agosto, mas também foram impedidos neste domingo. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, não participou do encontro. Ele foi condenado em junho a quatro anos de prisão por coação judicial, em tentativa de interferir no processo da trama golpista.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes contra a democracia, permanecendo em prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia também residem no local. A decisão do ministro Alexandre de Moraes mantém o controle das visitas e impede que Flávio Bolsonaro se encontre presencialmente com o pai até o encerramento do período eleitoral.







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