247 – A família da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, afirma que ela estava grávida quando foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava em Fortaleza, no Ceará. A informação foi dada pelo irmão da jovem, Rafael Magalhães, mas ainda não havia sido confirmada oficialmente pela perícia.

Segundo o Metrópoles, Rafael afirmou que os familiares tiveram acesso à confirmação da gestação, mas disse que detalhes não poderiam ser divulgados para não interferir nas investigações. A Polícia Civil do Ceará apura as circunstâncias da morte e analisa imagens das câmeras de segurança do condomínio.

Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro no pátio do prédio onde vivia com o namorado, João Munhoz Neto, na região da Aldeota. Imagens de segurança mostram a estudante entrando no elevador e seguindo em direção ao terraço 88 minutos antes de o corpo ser localizado.

Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), a morte foi causada por politraumatismo, com lesões compatíveis com impacto contra o solo. João Munhoz Neto é procurado pela Polícia Civil do Ceará.

A polícia também analisa a movimentação de Isabelle e do namorado no condomínio para reconstruir a cronologia dos acontecimentos. As imagens são tratadas como parte central das diligências realizadas pelos investigadores.

Isabelle cursava o segundo semestre da faculdade de direito e havia trabalhado por aproximadamente 20 dias como estagiária em um escritório de advocacia de Fortaleza. Segundo a empresa, ela pediu desligamento em agosto “por razões de ordem pessoal”.

De acordo com familiares, Isabelle e João teriam se conhecido no escritório onde ela estagiava e iniciado um relacionamento poucos dias depois. O material informa ainda que ele se apresentava como advogado.

A mãe da estudante, a professora Isorlanda Caracristi, começou a desconfiar do desaparecimento da filha após ficar sem respostas. Segundo seu relato, a última mensagem enviada por Isabelle havia sido no dia anterior, pouco antes do anoitecer.

Na manhã seguinte, Isorlanda tentou falar com João por ligações e mensagens, mas afirmou ter sido bloqueada por ele e pela mãe dele. Diante da falta de contato, decidiu ir até o condomínio.

“Meu coração ficou apertado, porque mãe sente”, relatou.

Ao chegar ao prédio, Isorlanda afirmou ter recebido da síndica a notícia da morte da filha. Segundo seu relato, ouviu: “Sua filha morreu ontem à noite e o corpo já está no IML”.

A investigação permanece concentrada na reconstrução dos últimos movimentos de Isabelle e na coleta de elementos que permitam esclarecer as circunstâncias da morte. A informação sobre uma possível gravidez segue, por enquanto, baseada no relato da família e pendente de confirmação pericial.