Ainda durante o segundo turno presidencial neste domingo (25), simpatizantes de extrema direita ligados a Flávio Bolsonaro (PL) começaram a desacreditar o processo eleitoral e sinalizaram que podem não reconhecer uma eventual derrota do candidato.
Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem levantaram questionamentos sobre a legitimidade do pleito. Ferreira e Pavanato publicaram suas preocupações em redes sociais, replicando narrativas de fraude eleitoral sem apresentar evidências.
Ciclo de descrédito às instituições
Este padrão de rejeição às instituições democráticas ganhou força após a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal em 2025 por tentativa de golpe de Estado. O comportamento de seus aliados reflete uma tendência contínua em grupos bolsonaristas de contestar resultados eleitorais quando não favorecem seus candidatos.
O questionamento das urnas antes mesmo da apuração coloca em risco os fundamentos da democracia brasileira. O sistema eleitoral comprovou sua confiabilidade ao longo de dezenas de eleições desde a redemocratização, com acompanhamento de observadores internacionais e transparência verificável.
Na véspera do segundo turno, uma multidão a pé tomou quarteirões inteiros da principal avenida da zona norte de Londrina pela democracia. Do outro lado, o bolsonarismo juntou uma rotatória e uma fila de carros.
Site interativo sorteia denúncias, investigações e episódios ligados ao candidato do PL, cada um com a situação do caso e as fontes da imprensa e de documentos oficiais.
Painel pensado para televisão, telão e celular mostra Brasil, Paraná e Londrina com os números do TSE a cada 30 segundos, calcula a projeção do fim num velocímetro com a foto dos dois candidatos e, antes das 17h, já lê os boletins de urna do exterior. No alto passam as últimas matérias do portal. Basta abrir o link no navegador da TV e dar dois cliques para a tela cheia.
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