247 – Durante pronunciamento realizado nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a escalada dos conflitos internacionais e os reflexos econômicos globais do agravamento das tensões no Oriente Médio e na Europa.

Em sua fala, o chefe do Executivo brasileiro enfatizou a necessidade de interromper a retórica de beligerância na região do Oriente Médio para garantir a estabilidade global. “Ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio”, advertiu Lula perante os representantes dos países-membros.

Ao detalhar o impacto da crise em rotas estratégicas de navegação, o mandatário destacou o comprometimento do fluxo comercial no continente asiático. “O Estreito de Ormuz transformou-se em trincheira da guerra, quando deveria permanecer uma passagem vital para o comércio internacional. Famílias em todo o mundo pagam pelo aumento do preço de combustíveis, fertilizantes e alimentos”, apontou o presidente, ligando as disputas geopolíticas ao custo de vida das populações.

Além das tensões no Oriente Médio, o líder brasileiro abordou o prolongamento do conflito no leste europeu e reiterou a posição da diplomacia brasileira em favor de negociações pacíficas. “A guerra entre a Rússia e Ucrânia se arrasta em cinco anos, em um drama humanitário que continua a ceifar vidas. Todos sabemos que não haverá vencedores no campo de batalha. A diplomacia é a única opção”, defendeu.

Lula concluiu sua intervenção citando medidas multilaterais promovidas pelo país em parceria com outras nações em prol de uma solução negociada para os confrontos. “Iniciativas como o Grupo de Amigos da Paz, criado por Brasil e China, revelam que há forças da comunidade internacional dispostas a trabalhar pelo diálogo”, pontuou.