247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante discurso proferido nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que o Brasil possui autoridade moral para rejeitar barreiras comerciais ilegítimas impostas sob o pretexto de proteção ao meio ambiente.
Em sua declaração perante os líderes globais, o chefe do Executivo brasileiro ressaltou que o país tem comprovado na prática a compatibilidade entre a expansão econômica e o combate às mudanças climáticas. “O Brasil vem demonstrando que é possível aliar crescimento econômico com redução de emissões de gases de efeito estufa. Conquistamos autossuficiência em petróleo e seguiremos pesquisando o potencial de novas reservas, como da Margem Equatorial. Não renunciaremos à agenda ambiental. Levaremos adiante o mapa do caminho para a descarbonização da economia brasileira”, afirmou o presidente.
Ao detalhar as iniciativas voltadas à preservação das florestas tropicais e ao desenvolvimento sustentável, o mandatário destacou a redução expressiva nos índices de desflorestamento no país e o papel do novo mecanismo financeiro internacional. “O Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado na COP30, mostra que é possível mudar antigos paradigmas. A floresta vale mais em pé do que destruída. Continuaremos reduzindo o desmatamento, que caiu pela metade na Amazônia e atingiu o menor desmatamento em 11 anos”, pontuou.
Com base nas conquistas ambientais brasileiras, Lula criticou a tentativa de nações desenvolvidas de impor restrições unilaterais ao comércio internacional. “Temos autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas disfarçadas de apelo à causa ambiental. O Brasil é referência mundial em energia verde. Temos os minerais críticos e as terras raras que o mundo precisa para realizar a transição energética”, declarou o chefe de Estado.
Por fim, o presidente enfatizou que a exploração das riquezas minerais e energéticas nacionais será direcionada para impulsionar a indústria e a soberania do país, exigindo contrapartidas claras dos parceiros internacionais. “Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro e é em benefício dele que serão exploradas. O acesso aos nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso território, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos nacionais”, concluiu o mandatário.






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