A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos, com a suspeita de que ela possa ter sido assassinada para não identificar os responsáveis pela execução do companheiro, o cantor Alan Tons. O casal foi encontrado morto a tiros na casa onde morava, em Ceilândia, na madrugada de domingo (11).
As investigações apontam que Alan Tons seria o principal alvo do ataque, que pode ter sido motivado por ciúmes e desavenças com antigos vizinhos. A hipótese é que Larissa, presente no momento do crime, tenha sido morta para eliminar uma testemunha.
Dois homens, João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, e Tancredo Pereira da Silva, de 41, são investigados por suposto envolvimento nas mortes. Segundo a Polícia Civil, ambos já residiram no mesmo conjunto de imóveis que as vítimas e teriam desconfianças de que Alan demonstrava interesse por suas companheiras.
Tancredo foi preso na quarta-feira (14), e João Victor se apresentou à polícia, negando participação no duplo homicídio. A mulher de Tancredo negou que o cantor tivesse tentado se aproximar dela, mas confirmou que o marido demonstrava ciúmes e desconfiança.
Detalhes da investigação e depoimentos
Um motorista de aplicativo forneceu informações cruciais para a investigação. Ele transportou Tancredo na madrugada do crime, e o passageiro teria comentado sobre a intenção de se vingar de um homem que estaria interessado em sua companheira. O motorista também relatou que o suspeito exibiu uma pistola e dois carregadores durante a viagem, além de mencionar ter ouvido disparos após deixar o passageiro. Mensagens de áudio do motorista foram entregues à polícia.
A investigação também apura conflitos anteriores envolvendo João Victor e as vítimas. Ele já teria se desentendido com Alan e Larissa após o casal intervir em situações de violência doméstica envolvendo a companheira do suspeito. A polícia apura se João Victor, que já foi preso por violência contra a mulher, facilitou a entrada do homem armado na residência das vítimas, possivelmente usando uma cópia da chave do imóvel.
O delegado João Ataliba Neto informou que a polícia busca esclarecer se João Victor participou diretamente do crime ou teve papel no planejamento. As versões dos investigados estão sendo analisadas, e a polícia tenta estabelecer a sequência dos acontecimentos e a participação de cada um. O caso segue sob responsabilidade da 15ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia.







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