Escolas e universidades de Curitiba encerraram as atividades eleitorais às 17h e fecharam os portões antes do novo horário determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo que eleitores votassem até as 19h neste domingo (25). A falta de comunicação entre órgãos eleitorais deixou mesários e eleitores sem informação sobre a prorrogação, prejudicando o exercício do direito de voto.

Reportagem identificou vários locais com portões fechados, urnas desativadas e mesários já ausentes, como o Colégio Estadual Pedro Macedo, a Escola de Ensino Fundamental Sidônio Muralha e o Colégio Estadual Hasdrubal Bellegard, todos em Curitiba. Na Região Metropolitana, a Escola Municipal Felipe Zeni, em Pinhais, também havia encerrado as atividades. Eleitores que chegaram aos locais esperando votar até as 19h foram informados que não seria possível.

Decisão chegou após encerramento começar

Paulo César Ribeiro, que prestava serviços à Justiça Eleitoral na Universidade Tuiuti, informou que a orientação recebida era de que não haveria prorrogação no Paraná. A decisão do STF foi comunicada às 17h01, minutos após o horário oficial de encerramento, quando o procedimento de desativação das urnas eletrônicas já havia começado. Segundo ele, tornou-se impossível continuar a votação, mesmo com eleitores chegando na expectativa de votar até as 19h.

Por que houve a prorrogação

O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação por duas horas em todo o país após relatos de obstáculos que dificultavam o acesso dos eleitores aos locais de votação. Campanhas presidenciais haviam acionado a Justiça Eleitoral solicitando a ampliação do horário, citando chuvas, alagamentos, interdições de vias e dificuldades no transporte público.

O TRE-PR informou que aguardava comunicação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a mudança. A totalização dos votos foi suspensa pelo TSE enquanto as seções que já encerraram os trabalhos continuam sendo transmitidas. O TRE-PR afirmou estar atendendo eleitores que permanecem nas filas.