O mapa dos governos estaduais se reorganizou após as eleições do segundo turno neste domingo (25). Partidos de direita como PL, PP e Republicanos ampliaram sua atuação nos estados, consolidando uma maior presença nos executivos estaduais.
Avanços da direita
O PL emergiu como a legenda que vai comandar o maior número de governos estaduais. A sigla vai estar no comando de seis estados a partir de 2027: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Roraima. O crescimento é expressivo em comparação com 2022, quando a legenda vencia apenas em Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Republicanos e PP reforçaram sua presença nos governos estaduais, com quatro estados cada uma a partir de 2027. O Republicanos consolidou sua base no Sudeste, enquanto o PP se destacou com a reeleição de governadores que assumiram o cargo em 2025 após a saída dos titulares.
Centro e partidos em transição
O PT permanece com a mesma bancada de 2022, comandando quatro estados. Todos se localizam no Nordeste, onde o partido apresenta sua maior força. O partido reelegeu governadores na Bahia, Ceará e Piauí no primeiro turno, e conquistou também o Rio Grande do Norte neste domingo.
O PSD confirmou seu papel como principal força de centro, elegendo cinco governadores. Diferentemente da eleição presidencial, muitos candidatos peessedistas não apoiaram a chapa de direita: alguns ficaram neutros e outros apoiaram o presidente Lula.
Entre os partidos tradicionais, as perdas foram significativas. O MDB despencou de sete estados em 2014 para apenas um. O União Brasil, que tinha quatro governadores em 2022, ficou sem nenhum. O PSDB, que havia perdido seus três governadores eleitos há quatro anos para outras legendas, surpreendeu ao conquistar dois estados.
O Podemos conquistou seu primeiro governador na história.







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