A ex-presidente do Brasil e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, prestou homenagem ao líder revolucionário Fidel Castro, descrevendo-o como um símbolo da busca por justiça em tempos de resistência contra a ditadura militar brasileira (1964-1985). As declarações foram veiculadas em vídeo divulgado na última terça-feira (11) pela Embaixada de Cuba nos Estados Unidos, por ocasião do centenário de nascimento do líder cubano. Para Dilma, Fidel representou um "símbolo vivo da luta por justiça social, liberdade e soberania" para sua geração de latino-americanos.

A ex-mandatária pontuou que, em sua juventude e durante o período de combate ao regime militar no Brasil, o processo da Revolução Cubana serviu como um "farol" para militantes de esquerda na América Latina. Ela ressaltou os ensinamentos de Castro, mencionando que ele lhe mostrou que "a dignidade de um povo não se negocia" e que a solidariedade é uma das principais ferramentas para combater a opressão.

Encontros e o homem por trás do mito

Em seu depoimento, a presidente do NBD recordou encontros pessoais com Fidel Castro em diversas ocasiões. Entre os momentos marcantes, ela citou uma conversa em Havana, na residência do líder, por volta da inauguração do Porto de Mariel, quando ele já estava afastado da vida pública. "Passamos duas horas conversando e me impressionou pela sua lucidez, memória e paixão como falava. Este dia vi o homem por trás do mito", relatou a ex-presidenta.

Dilma enfatizou que suas palavras não eram apenas como ex-chefe de Estado do Brasil, mas também como uma militante cuja trajetória e formação política foram profundamente influenciadas pelo exemplo histórico da Revolução Cubana de 1959. Fidel Castro, que nasceu em 13 de agosto de 1926 e faleceu em 25 de novembro de 2016, teria seu centenário de nascimento celebrado neste ano de 2026.