O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) declarou nesta quarta-feira (12) que vai protocolar uma notícia-crime junto à Polícia Federal. O objetivo é solicitar a apuração dos fatos relacionados a uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis (RJ), que está no centro de uma disputa judicial envolvendo o atual candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O imóvel pertencia ao jogador Richarlison.

Correia afirmou ter recebido “provas de que Richarlison foi roubado”, com a mansão sendo “tomada na mão grande”. Ele expressou surpresa com a rapidez com que a posse do imóvel foi obtida. O parlamentar alegou ter acesso a documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), que, segundo ele, indicam o uso da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) do Rio de Janeiro no processo. A SPU era então chefiada pelo coronel Paulo da Silva Medeiros, indicado por Flávio Bolsonaro.

Entenda o caso da mansão

O caso veio a público em setembro de 2022, a partir de uma reportagem publicada pelo Metrópoles. Em 2026, Richarlison divulgou a disputa judicial pela mansão, afirmando ter pago pelo imóvel, mas perdido o direito de uso sem ser ressarcido. Na ocasião, o jogador marcou Flávio Bolsonaro em uma publicação.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, negou qualquer envolvimento com o imóvel ou com o processo judicial que o envolve. Ele declarou ter apenas uma relação de amizade com Willer Tomaz, um dos envolvidos. Flávio Bolsonaro explicou que visitou o local inicialmente com o senador Wilder Moraes, amigo do antigo proprietário. Em outra ocasião, passou um fim de semana em Angra com Willer Tomaz. O senador atribuiu a repercussão do caso à proximidade das eleições, sugerindo que a questão está sendo usada para atacá-lo e, consequentemente, seu pai.