247 – A indústria brasileira consumiu 16.788 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade em julho, o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2004. A demanda avançou 0,8% na comparação com julho de 2025, impulsionada principalmente pela extração de materiais metálicos, segundo a Resenha Mensal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O resultado interrompeu uma sequência de 12 meses consecutivos de retração no consumo industrial de eletricidade, informou a EPE. “Esse foi o maior consumo em um mês de julho em toda a série histórica, iniciada em 2004”, destacou a autarquia.
O consumo total de energia elétrica no Brasil aumentou 3,7% em julho ante o mesmo mês do ano anterior. As classes residencial e comercial lideraram o crescimento, com avanços de 7% e 6,3%, respectivamente.
A EPE relacionou a expansão da demanda residencial às condições meteorológicas observadas no período. Temperaturas mais elevadas e a menor frequência de massas de ar frio teriam ampliado o uso de equipamentos de refrigeração.
“Esses resultados podem estar associados às temperaturas superiores às observadas no ano anterior e à média climatológica em grande parte do país, possivelmente influenciadas, ainda que de forma limitada, pela atuação do El Niño, em um contexto de menor persistência de massas de ar frio e predomínio de tempo seco, o que pode ter ampliado a necessidade de refrigeração das residências”, afirmou a EPE em nota.
A autarquia também apontou que o cenário mais favorável do mercado de trabalho e da renda pode ter contribuído para elevar o consumo das famílias.
“Somaram-se a esses fatores o aumento do número de consumidores, a continuidade das aquisições de eletrodomésticos e a menor pressão da bandeira tarifária”, explicou a EPE.
Entre janeiro e julho, o consumo brasileiro de eletricidade cresceu 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. A classe comercial acumulou expansão de 3,9%, seguida pela residencial, com alta de 3,2%.
A indústria, por sua vez, ainda registrou queda de 0,4% no acumulado dos sete primeiros meses do ano, apesar da recuperação e do recorde alcançado em julho.






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