Em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, os colegas de futsal de Lucas Coelho, de 10 anos, rasparam a cabeça em demonstração de apoio ao amigo, que enfrenta um tratamento contra o câncer. A iniciativa resultou em uma emocionante videochamada para o menino, que está internado em Curitiba, e foi um fator determinante para que Lucas também decidisse cortar o cabelo. O gesto comoveu a família e ganhou ampla repercussão nas redes sociais.

De acordo com Francielle Lauxen Coelho, mãe de Lucas, a surpresa dos amigos foi crucial para o filho superar uma de suas maiores preocupações desde o diagnóstico: a perda de cabelo. Após ver os colegas com a cabeça raspada, Lucas mudou de ideia e, cerca de 40 minutos depois da ligação, também cortou os cabelos. A mãe relatou que ele se sentiu parte do grupo, que agora brincam ser o “time dos carecas”.

Diagnóstico e Impacto

Lucas foi diagnosticado com linfoma de Burkitt, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, em 25 de setembro. Ele está recebendo tratamento no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e já completou o primeiro ciclo de quimioterapia. Francielle mencionou que uma das primeiras perguntas do filho ao descobrir a doença foi sobre a possível queda de cabelo, o que o deixou bastante abalado.

A surpresa foi idealizada por Tay Massútti, mãe de Benjamin, um dos melhores amigos de Lucas. Ao saber da preocupação do menino com o cabelo, ela sugeriu ao filho que raspasse a cabeça para encorajar o amigo. A ideia se expandiu, e Tay convidou outros colegas do time, criando um grupo com as mães para organizar a ação. A família de Lucas não esperava a iniciativa, especialmente porque os meninos eram vaidosos com os cabelos. Francielle expressou que o gesto dos amigos lhes deu muita força, principalmente ao Lucas, que estava enfrentando um grande problema com a questão do cabelo. A repercussão do vídeo também surpreendeu a família, que recebeu centenas de mensagens de carinho e apoio.

Mudança na Rotina Familiar

A rotina da família de Lucas mudou drasticamente em menos de 24 horas. Em agosto, o menino começou a sentir dores abdominais, o que levou à descoberta de uma invaginação intestinal e a uma cirurgia. Durante o procedimento, foi encontrada uma massa no intestino, que foi enviada para biópsia. O resultado, que demorou quase 40 dias, confirmou o diagnóstico de linfoma de Burkitt em 25 de setembro. No dia seguinte, Lucas foi internado em Curitiba para iniciar o tratamento.

A médica orientou que o tratamento começasse rapidamente devido à agressividade da doença, e a família decidiu prontamente se deslocar para Curitiba. Atualmente, Lucas concluiu o primeiro ciclo de quimioterapia e, segundo a mãe, apresenta os efeitos esperados do tratamento, como cansaço, náuseas e pequenas feridas na boca, mas está se recuperando bem.