A China manifestou neste sábado (19) sua forte oposição à imposição das chamadas 'tarifas secundárias' por parte dos Estados Unidos. A declaração foi feita por um porta-voz do Ministério do Comércio chinês (MOFCOM), em resposta à legislação americana que intensifica as sanções contra a Rússia e o Irã, nações que mantêm laços estratégicos com Pequim.
A preocupação chinesa surge após a sanção, na última sexta-feira (18), da “Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra Rússia e Irã de 2026”. Esta nova legislação não apenas reforça as penalidades já existentes, como também autoriza os Estados Unidos a aplicar tarifas secundárias de até 100% sobre países que importarem petróleo ou gás natural russo. Comentaristas já apontam que a China poderia ser um dos alvos dessa medida.
Pequim defende cooperação comercial e soberania
O porta-voz do MOFCOM reiterou que a China se opõe consistentemente a sanções unilaterais que não possuam autorização da Organização das Nações Unidas (ONU) ou base no direito internacional. Ele enfatizou que a cooperação econômica e comercial chinesa com outros países é pautada pela igualdade e benefício mútuo, sem ser direcionada a terceiros ou sujeita a interferência externa.
As autoridades chinesas afirmaram que continuarão monitorando de perto as ações dos Estados Unidos e se reservam o direito de tomar todas as medidas necessárias. O objetivo é proteger a soberania nacional, os interesses de desenvolvimento da China e os direitos legítimos das empresas chinesas. Pequim espera que Washington priorize o diálogo e consultas para manter a estabilidade nas relações econômicas e comerciais, contribuindo para a ordem comercial global e a segurança das cadeias de suprimentos.







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