O mercado de locação de imóveis em Curitiba se mantém estável e positivo, com um aumento significativo na oferta de imóveis. Este cenário contribuiu para aliviar a pressão sobre os preços dos aluguéis, resultando no maior volume de unidades disponíveis para locação na cidade desde janeiro de 2026. A pesquisa divulgada pelo Secovi Inteligência, ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), aponta que o Centro da cidade é o local mais buscado tanto para moradia quanto para fins comerciais.
Em agosto, a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial alcançou 22,4%, marcando o maior índice desde fevereiro e superando em 2,6 pontos percentuais o registro de julho. Comparado a agosto de 2025, houve uma elevação de 0,3 ponto percentual. No segmento comercial, a LSO foi 0,7 ponto percentual superior ao mesmo período do ano anterior e 1 ponto percentual maior que em julho. Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Secovi Inteligência, ressalta que o crescimento da oferta tem sido crucial para evitar picos nos valores e, consequentemente, facilitar a concretização de novos contratos de aluguel.
Centro lidera a procura por imóveis
O Centro manteve sua posição de destaque como o bairro preferido pelos inquilinos em agosto, concentrando 14,4% das locações residenciais e 27,1% das comerciais. Para moradia, outros bairros procurados incluem Água Verde (5%), Portão (4,2%), e Bigorrilho, Cristo Rei e Rebouças, cada um com 3,8%. No setor comercial, o Água Verde ficou em segundo lugar com 6,3% das locações, seguido por Bacacheri, Batel e Cajuru, com 4,2% cada.
Entre os tipos de imóveis residenciais, os apartamentos de três dormitórios tiveram um crescimento de 7,5 pontos percentuais na LSO, atingindo 20,9%. Sobrados em condomínio fechado também se destacaram, com LSO de 20,5%, um aumento de 5,9 pontos percentuais em relação a julho. Apartamentos de um dormitório registraram 23,5% da oferta locada, com um crescimento de 5,8 pontos percentuais.
Inadimplência sob controle
O índice de inadimplência, que contabiliza atrasos no pagamento do aluguel superiores a 30 dias, permaneceu estável em 0,9%. Este patamar reflete o trabalho das imobiliárias, que utilizam análises cadastrais rigorosas para qualificar os locatários e garantir a segurança dos contratos, minimizando os riscos para os proprietários dos imóveis.






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