A pré-candidata ao Senado pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann, manifestou-se nesta segunda-feira (13) sobre uma carta escrita por Jair Bolsonaro e lida pelo pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A mensagem, divulgada pela petista na rede social X, aponta que o documento seria uma provocação intencional contra a medida cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro leu a referida carta durante uma transmissão ao vivo no YouTube no último sábado (11). Hoffmann argumentou que a ação demonstrava a intenção de confrontar o Judiciário, comparando-a a outras situações, como a posse de armas que não poderia ter e a tentativa de danificar uma tornozeleira eletrônica.

Repercussões da crítica e o contexto

A política elogiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas ao ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos de prisão em uma investigação sobre uma trama golpista. Ela sugeriu que Bolsonaro deveria se comportar ou retornar ao regime prisional. Gleisi Hoffmann também fez uma comparação com a situação de Lula, que, segundo ela, enfrentou a prisão com dignidade, sem ter medidas cautelares a seu favor.

A condenação de Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do STF ocorreu no âmbito de investigações sobre a trama golpista, resultando também na condenação de outras 28 pessoas. Este cenário coincide com recentes pressões externas, como a intenção dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos brasileiros e a inclusão de facções criminosas brasileiras na lista de organizações terroristas, medidas que surgiram após a condenação de Bolsonaro.

Representantes da esquerda, do Judiciário, pesquisadores e movimentos sociais têm criticado a postura dos EUA, classificando-a como interferência em assuntos internos do Brasil e uma afronta à soberania nacional.