Neste sábado (17), uma carreata em Curitiba manifestou apoio a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e contou com a presença de Sergio Moro, governador eleito do Paraná, além de outras lideranças políticas e apoiadores. O evento começou por volta das 14h30, em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, e reuniu figuras da direita da Região Sul.
Entre os presentes, discursaram Moro, Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, e Luciano Zucco, governador eleito do Rio Grande do Sul. O ato também teve a participação dos senadores Carlos Bolsonaro, Felipe Barros e Deltan Dallagnol, entre outros integrantes do Partido Liberal. Durante sua fala, Moro ressaltou que a mobilização demonstra apoio a Flávio Bolsonaro e oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas a Lula e simbolismo da Lava Jato
A escolha do ponto de partida da carreata, a Superintendência da Polícia Federal, tem relação com o período em que Lula esteve detido no local, entre abril de 2018 e novembro de 2019. Moro utilizou o discurso para criticar o presidente e salientar que o prédio da PF é um símbolo da mobilização política. Ele mencionou a Justiça Federal, outro ponto do trajeto, antes do encerramento previsto na Boca Maldita, no Centro de Curitiba.
O governador eleito defendeu a Operação Lava Jato, qualificando-a como a maior operação anticorrupção da história do Brasil, e expressou o orgulho do paranaense pela iniciativa. Ele conectou o enfraquecimento da operação a casos de corrupção que, em sua visão, voltaram a afetar o país, citando o caso Banco Master e investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. Moro reiterou sua crítica à soltura de Lula, afirmando que o presidente não deveria ter sido libertado, e destacou o caráter simbólico da escolha dos locais do evento.
Unidade da direita sulista
Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, também discursou, enfatizando a união de representantes dos três estados do Sul. Ele descreveu a manifestação como um “ato cívico” e uma demonstração de unidade entre Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, com o objetivo de “libertar o Brasil”.
Carlos Bolsonaro, por sua vez, defendeu a união das lideranças políticas presentes e agradeceu a Moro pela participação. Ele afirmou que a mobilização visa fortalecer o grupo político na Região Sul e em todo o país, caracterizando o momento como “ímpar” para a democracia brasileira.
Bandeiras políticas
A programação da carreata incluiu uma passagem pela Justiça Federal e o encerramento na Boca Maldita, um conhecido ponto de manifestações em Curitiba. Segundo Moro, o local foi escolhido por sua relevância histórica para atos públicos na capital paranaense. As principais bandeiras da mobilização foram o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e a oposição ao governo Lula. Moro também agradeceu a presença de aliados e parlamentares, destacando o compromisso do estado do Paraná com o projeto político do grupo.






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