A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição de 12% do Assaí Atacadista pelos irmãos Muffato. A decisão oficial, divulgada nesta quarta-feira (30), encerra a análise preliminar sobre o negócio milionário e faz dos sócios os maiores acionistas individuais do Grupo Sendas.
O órgão antitruste analisou a operação como uma fusão de empresas do mesmo setor econômico. Técnicos do Cade observaram uma sobreposição de mercado em cidades do Paraná e de São Paulo, mas descartaram riscos à livre concorrência após estudo detalhado. A autarquia classificou as preocupações sobre o domínio do setor atacadista como bastante reduzidas.
O Grupo Muffato controla marcas fortes como o Super Muffato e o Max Atacadista, tradicionais no varejo regional. Além do setor supermercadista, mantém investimentos em combustíveis, imóveis e finanças. A potencial integração vertical com o Assaí levantou debates iniciais entre especialistas, mas a independência corporativa pautou a aprovação final do acordo.
Os irmãos Ederson e Everton Muffato garantiram ao Cade que o negócio representa apenas um investimento financeiro estratégico. Eles assumiram o compromisso formal de evitar interferências na gestão diária do Assaí Atacadista. O estatuto do Grupo Sendas possui regras rígidas que limitam os poderes políticos de novos investidores, o que permite que ambas as redes atacadistas sigam caminhos operacionais totalmente separados.
O Cade monitorará os desdobramentos da transação com atenção redobrada para evitar prejuízos ao consumidor. Caso ocorra qualquer quebra na promessa de operação independente, o conselho instaurará uma nova investigação punitiva. A livre concorrência permanece como prioridade absoluta para a agência reguladora.






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