A família do empresário Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, busca respostas sobre a morte do brasileiro na Turquia. Natural de Natal (RN), ele viajou ao país a turismo, foi detido pelas autoridades locais e seria deportado, mas foi encontrado morto em um quarto de hotel.
Segundo o irmão de Lucas, Mateus Medeiros, a família não foi informada sobre o motivo da detenção nem da deportação. Antes de perder o contato, Lucas enviou uma mensagem à mãe, afirmando que não havia feito nada e que estava sendo deportado.
De acordo com boletim de ocorrência registrado pela família em 12 de outubro, Lucas teria se envolvido em uma discussão religiosa na Turquia. Ele teria procurado as autoridades locais para denunciar o caso, mas acabou detido em um centro de detenção. A família esperava que ele estivesse protegido pelas autoridades turcas até o retorno ao Brasil, previsto para 12 de outubro.
O último contato com Lucas foi em 8 de outubro. Em 12 de outubro, a família foi ao aeroporto no Brasil para recebê-lo, mas foi informada de que ele não havia embarcado. No mesmo dia, um contato, que se identificou como sendo da embaixada, comunicou que o empresário havia sido encontrado morto em um quarto de hotel na Turquia, sem documentos de identificação.
A família recebeu informações divergentes sobre o local da morte. Primeiro, foi informado que ele havia sido encontrado em um hotel; depois, que o óbito teria ocorrido no centro de remoção migratória. A hipótese de overdose foi mencionada como possível causa da morte, mas a família contesta, afirmando que Lucas não usava drogas e que não há laudo que confirme essa hipótese.
O caso foi formalizado pela Polícia Civil de São Paulo. O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul e mantém contato com a família para prestar assistência consular.
A família agora tenta viabilizar o transporte do corpo para o Brasil, com um custo estimado em R$ 70 mil. O irmão de Lucas afirma que a prioridade é reconhecer o corpo e esclarecer o ocorrido, buscando justiça e, se necessário, contratando um perito particular.







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