247 – A Blaze contesta o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pede perícia em ação de R$ 120 milhões envolvendo Virginia Fonseca e publicidade de apostas esportivas. A Foggo, empresa responsável pela marca e pela operação da plataforma no Brasil, solicitou à Justiça a produção de uma prova pericial estatística para avaliar os efeitos de uma campanha divulgada pela influenciadora.
As informações foram publicadas pela coluna de Fábia Oliveira, no Metrópoles, que teve acesso à defesa apresentada pela empresa na Ação Civil Pública em que Foggo e Virginia figuram como rés.
O processo foi movido pelo MPDFT com o objetivo de apurar supostas práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e pedir medidas para impedir a repetição de condutas consideradas irregulares pelo órgão.
Entre os pedidos formulados na ação está a condenação solidária das rés ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Um dos episódios mencionados pelo Ministério Público envolve uma publicação feita por Virginia durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo a ação, a influenciadora divulgou em seus stories um conteúdo em que aparentava apostar na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina.
A acusação sustenta que o material não teria identificado de forma suficientemente clara que se tratava de publicidade.
Na defesa apresentada à Justiça, a Foggo contesta as alegações e pediu que seja realizada uma perícia estatística para medir, de forma técnica, o eventual impacto da publicidade divulgada por Virginia sobre o comportamento dos apostadores.
A empresa também rejeitou a afirmação de que a remuneração da influenciadora estivesse vinculada às perdas registradas pelos usuários da plataforma.
Segundo a Foggo, o contrato firmado com Virginia foi anexado ao processo para demonstrar a forma de pagamento estabelecida entre as partes.
De acordo com a versão apresentada pela companhia, a influenciadora recebeu uma quantia no momento da assinatura do contrato e teria direito a parcelas mensais fixas durante 18 meses.
A empresa afirma ainda que o acordo não previa participação de Virginia na receita obtida com as apostas realizadas pelos usuários.
Com esse argumento, a Foggo busca afastar a tese de que os ganhos da influenciadora aumentariam conforme os prejuízos dos apostadores.
A perícia solicitada pela empresa deverá, caso seja autorizada pela Justiça, analisar tecnicamente a relação entre a publicidade veiculada e os possíveis efeitos atribuídos pelo Ministério Público à campanha.
O processo segue em tramitação e ainda não há decisão definitiva sobre os pedidos formulados pelo MPDFT nem sobre a produção da prova pericial requerida pela Foggo.






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