Com a aproximação do pleito eleitoral marcado para 4 de outubro, aumentam os alertas sobre pressões contra o direito ao voto no ambiente de trabalho. O Ministério Público do Trabalho no Paraná registrou 18 denúncias de assédio eleitoral até 14 de setembro de 2026. Em todo o Brasil, os casos saltaram de 380 para 583 em apenas dez dias.

O assédio eleitoral acontece quando trabalhadores são coagidos ou constrangidos para que adotem determinada postura política ou influenciem sua escolha nas urnas. As manifestações dessa prática variam desde ameaças de demissão até a exigência de que colaboradores usem material de campanha ou sofram perseguição por terem posições políticas divergentes da empresa.

A prática viola direitos fundamentais do trabalhador e é considerada uma afronta à liberdade política garantida constitucionalmente. O aumento significativo de denúncias em todo o país reflete a preocupação crescente com esse tipo de constrangimento conforme a eleição se aproxima.