247 – A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por uma corte do Cairo, no Egito, sob a acusação de integrar uma organização criminosa voltada para a fabricação e o tráfico de drogas sintéticas, informa o F5.
A decisão judicial foi proferida por um tribunal do Cairo e atinge um grupo composto por 28 réus em um processo de grande repercussão no país. Além de Khalifa, outras 11 pessoas receberam a pena capital por enforcamento. O veredito foi finalizado após consulta obrigatória ao grão-mufti do Egito, que representa a mais alta autoridade religiosa e jurídica da nação, e a sentença ainda cabe recurso às instâncias superiores.
Estrutura do esquema e acusações detalhadas
Conhecida no Egito por comandar atrações televisivas voltadas a investigações sobre segurança pública e criminalidade, Sarah Khalifa também atuava como empresária, gerando negócios nos setores de estética e produção de eventos.
De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades locais, a apresentadora exercia papel de destaque na sustentação financeira e na logística da quadrilha. A acusação aponta que Khalifa financiou a operação criminosa e realizou viagens ao exterior para se reunir com lideranças do grupo, ajudando na coordenação do esquema que importava produtos químicos sob falsas declarações de suplementos alimentares para sintetizar entorpecentes em laboratórios clandestinos.
Durante as incursões policiais, foram apreendidos mais de 750 quilos de entorpecentes e insumos químicos, além do desmantelamento de dois apartamentos adaptados como laboratórios de produção, apreensão de armas de fogo e munições ilegais.
Outras penas e condenação paralela
No mesmo julgamento, a Justiça do Egito aplicou a pena de prisão perpétua para nove acusados e absolveu outros sete réus.
Em um desdobramento paralelo julgado na mesma sessão, Khalifa e outros integrantes do grupo foram condenados a uma pena adicional de cinco anos de prisão por envolvimento em crimes de sequestro e agressão física contra um jovem. A legislação penal egípcia prevê a aplicação de pena capital para crimes de extrema gravidade, como homicídio, terrorismo e tráfico internacional de entorpecentes.






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