247 – Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) defende que a discussão sobre a abertura, ou não, de investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça seja deixada para depois das eleições. O movimento ocorre enquanto o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, aguarda informações que poderão influenciar a definição das próximas medidas sobre os dois casos.
Segundo o G1, a posição pelo adiamento é apoiada por ministros considerados mais alinhados a Moraes, atual vice-presidente do Supremo. Esse grupo também sustenta que os episódios envolvendo Moraes e Mendonça devem avançar conjuntamente.
O calendário adiciona um componente político à discussão interna. Parte das informações solicitadas por Fachin será entregue às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, o que poderá colocar decisões sensíveis do Supremo em meio à reta final da disputa eleitoral.
Fachin considera fatos graves
Apesar da movimentação pelo adiamento, auxiliares de Fachin afirmam que o presidente do STF ainda não decidiu quais providências adotará.
No entorno do ministro, porém, há a avaliação de que os fatos relacionados a Moraes são graves e demandam uma resposta. Para esses auxiliares, diante das suspeitas apresentadas, a Corte não poderia simplesmente continuar ignorando o assunto.
Fachin vem afirmando que adotará as medidas consideradas necessárias no momento adequado.
Moraes, até o momento, não se manifestou publicamente sobre o caso.
Mensagens de Vorcaro entram na análise
Fachin estabeleceu dois prazos diferentes para reunir informações antes de definir os próximos passos.
Um deles está relacionado ao relatório da Polícia Federal sobre mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes.
Nesse procedimento, poderão se manifestar até 14 de setembro André Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
As informações apresentadas dentro desse prazo poderão integrar a análise que será feita pelo presidente do Supremo antes da definição de eventuais providências.
PGR terá de avaliar material relacionado a Mendonça
O segundo procedimento envolve um pedido de investigação relacionado a André Mendonça após a apresentação de um relatório de inteligência sem valor probatório.
Nesse caso, a Procuradoria-Geral da República terá de se manifestar, entre outros pontos, sobre a legalidade do material.
Depois da manifestação da PGR, Mendonça terá até 21 de setembro para prestar informações, caso queira fazê-lo.
Calendário eleitoral entra no cálculo do Supremo
Os prazos estabelecidos por Fachin colocam a chegada de informações relevantes sobre os dois episódios em meio ao calendário eleitoral.
É nesse contexto que ministros do STF defendem que a discussão sobre a eventual abertura de investigações seja realizada somente depois das eleições, reduzindo a possibilidade de decisões internas da Corte interferirem no ambiente político durante o pleito.






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