247 – Um documento incluído em um inquérito policial por um advogado do presidenciável Renan Santos (Missão) afirma que o perfil The Phallic Man, conhecido por publicações de exaltação ao nazismo e mensagens de ódio racial, estaria “junto com o MBL”. A informação foi revelada pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles.
O material foi anexado aos autos de uma investigação aberta depois que Renan relatou ter sido alvo de ameaças e tentativas de extorsão nas redes sociais. De acordo com o conteúdo anexado, o perfil The Phallic Man pertenceria a uma pessoa chamada “Emmanuel”. O mesmo documento sustenta que ele estaria “junto com o MBL”, movimento do qual Renan Santos é uma das principais lideranças.
A campanha de Renan Santos afirmou, em nota ao Metrópoles, que o documento não foi redigido nem assinado pelo advogado do presidenciável. Segundo a equipe de Renan, trata-se de um dossiê que teria sido recebido por pessoas próximas ao candidato sobre um grupo que supostamente planejava extorqui-lo.
O advogado Elia Roberto Fischlim, que anexou o material ao inquérito, possui procuração para representar Renan Santos perante as autoridades. Conforme a reportagem, o defensor esteve inicialmente na delegacia em 27 de janeiro de 2026. Em 10 de abril, retornou para ratificar “integralmente” o histórico do boletim de ocorrência.
O perfil The Phallic Man já havia sido citado em razão de publicações com referências positivas a Adolf Hitler, mensagens sobre violência racial e manifestações em defesa da morte de idosos e de pessoas em situação de rua.
A partir de setembro de 2025 a conta passou a fazer referências mais diretas a Renan Santos e ao MBL. Em uma publicação, o perfil compartilhou uma imagem de Renan com a inscrição “LORD RENAN” e a marca “Academia MBL”.
No dia seguinte, The Phallic Man descreveu o MBL, o think tank do grupo e o recém-criado Partido Missão como estruturas centralizadas sob a liderança de Renan Santos. Posteriormente, Renan compartilhou um artigo publicado na J’Accuse por The Phallic Man e afirmou que o texto era “muito bom” e que, “em muitos pontos”, o autor acertava.






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