Uma grande empresa de comunicação tem que saber se comunicar. Ao anunciar para os brasileiros uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República, era de se esperar muito mais da programação da Globo. Por ter uma vivência política, dez anos de mandato, o que se viu em horário nobre foi a troca da boa e necessária informação pelo ataque sistemático aos candidatos.

Dois profissionais calejados que estavam ali focados apenas nos malfeitos dos convidados acabaram dando o rumo das entrevistas. Quanto aos acuados entrevistados, pasmem, passaram boa parte do seu tempo se explicando. Profissionalmente, não foi uma programação construtiva que tenha priorizado a informação para um voto mais consciente. Lamentável.

Só para exemplificar essa desatenção jornalística, ou orientação superior equivocada, não perguntaram ao candidato Lula o impacto das ameaças dos EUA ao nosso processo eleitoral. O atual presidente vem sendo pressionado por forças externas e internas sob a tutela dos EUA, com a clara intenção de interferir na nossa eleição.

A gravidade do momento é tamanha que o mundo já está alerta. O presidente Lula tem utilizado o seu bom relacionamento regional e global para proteger o Brasil dessas descabidas provocações. Recentemente, Lula teve uma longa conversa com Trump, reforçando a sua posição de que bravatas, taxações e ameaças não podem ser usadas num processo eleitoral, contaminando o resultado e pondo em risco nossa jovem democracia.

Como nada é por acaso, a Globo, ao optar por constranger seus convidados em vez de informar o eleitor, deve ter seus motivos. Enfim, que viva a democracia. Vote consciente!