O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, José Antonio Encinas Manfré, afirmou neste domingo que 80% das urnas do estado fecharam às 17h, antes da prorrogação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, que estendeu a votação até as 19h.
Ao ser questionado sobre o fechamento das urnas no horário determinado, respondeu em entrevista: "Cumprimos rigorosamente o horário. Como foi dito, pode haver alguma alegação de que não se tenha votado. Tudo foi feito, tudo foi proporcionado para que a votação se desse no horário previsto".
Problemas de transporte motivaram prorrogação
A ampliação do horário de votação foi determinada após denúncias de deficiências na oferta de transporte público. Relatos apontavam ônibus insuficientes em 3 municípios da Bahia e em São Paulo. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, acionou a Justiça Eleitoral pedindo a extensão do período de votação e a prisão de autoridades municipais que teriam descumprido ordem judicial de manter 100% da frota em operação em dias úteis.
Questionado sobre as dificuldades de locomoção dos eleitores paulistas e possíveis impactos no direito ao voto, o presidente do TRE reconheceu ter "ouvido falar" das ocorrências, mas alegou que cobrar a prefeitura sobre os ônibus era responsabilidade da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Manfré afirmou ainda ter "certeza" de que a redução da frota não prejudicou os votantes.
Eleitores relatam impossibilidade de votar
A afirmação contrasta com relatos posteriores. Após o anúncio da prorrogação, houve registros de eleitores que compareceram aos locais de votação depois das 17h e não conseguiram exercer o direito ao voto porque as seções já haviam encerrado. A capital paulista conta com aproximadamente 500 zonas eleitorais e 11 mil locais de votação.







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