A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou, nesta quarta-feira (3), a favor do arquivamento de uma petição aberta após o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, relatar supostas ameaças contra seus familiares. O depoimento, onde Vorcaro afirmou que sua mãe e irmã receberam ameaças de morte por e-mail e telefone, foi prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A oitiva ocorreu em 27 de agosto, diretamente da Papudinha, onde o banqueiro está detido preventivamente. Conduzida por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, Vorcaro alegou que as ameaças eram anônimas. Ao ser questionado sobre intimidações, ele respondeu que sua mãe e irmã, sozinhas em casa, receberam inúmeras ameaças de morte e foram avisadas de que ele seria morto. Ele ainda ofereceu entregar as mensagens recebidas pela família como prova.
PGR vê falta de fatos concretos e recusa colaboração premiada
Apesar do relato, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que o depoimento não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem novas medidas investigativas. Por essa razão, a PGR defendeu o arquivamento da petição. No parecer, Gonet também destacou que a proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro já havia sido rejeitada tanto pela Polícia Federal quanto pela própria PGR.
Conforme o procurador-geral, as informações oferecidas pelo ex-controlador do Banco Master não adicionaram elementos inéditos às investigações em andamento. Gonet explicou que a recusa se baseou na ausência de acréscimo informativo de natureza inédita, conclusão reiterada pela PGR. Para o chefe do órgão, o novo depoimento de Vorcaro também não trouxe provas capazes de modificar os fundamentos que levaram à rejeição da colaboração premiada, e não houve demonstração de que a recusa anterior ao acordo tenha sido indevida.
Gonet acrescentou que Vorcaro não possui conhecimento integral do conjunto de provas reunido no inquérito. Dessa forma, informações que o banqueiro considera inéditas podem já estar em poder dos investigadores, o que reduziria sua utilidade em uma eventual negociação com as autoridades. A audiência foi acompanhada pelos advogados de Vorcaro, Daniel Bialski e Engels Muniz, além de um representante do Ministério Público Federal.







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