O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, criticou a imprensa e defendeu seu auxiliar, Alexandre Mendes, após a prisão e soltura do profissional. Mendes é investigado por suspeitas de violência doméstica. O treinador também declarou seu apoio a Bolsonaro nas eleições presidenciais, durante coletiva de imprensa no último domingo (11) em Porto Alegre, após o empate de 1 a 1 com o Internacional.
Renato Gaúcho afirmou ser contra a violência contra a mulher, mas destacou que Alexandre Mendes foi “inocentado” sete vezes em acusações similares. O técnico do Grêmio criticou o que chamou de “sede para condenar” por parte de alguns jornalistas, contrapondo à suposta falta de interesse em divulgar a inocência do auxiliar. Após as declarações, Renato Gaúcho, de 64 anos, deixou a sala de imprensa sob aplausos.
A fala do treinador manifestou apoio político a Bolsonaro em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais.
Entenda o caso envolvendo Alexandre Mendes
O caso teve início em setembro de 2024, quando a então companheira de Alexandre Mendes publicou nas redes sociais um áudio pedindo socorro e fotos de hematomas que ela alegava terem sido causados por agressões. A Polícia Civil abriu uma investigação por suspeita de violência doméstica.
O inquérito da Segunda Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre foi concluído sem o indiciamento do treinador, de 62 anos, pois não foi comprovado que ele teria sido o responsável pelas agressões. Mendes afirmou que estava viajando na época dos fatos.
Um ano depois, Alexandre Mendes foi denunciado pelo Ministério Público por violência psicológica contra a ex-companheira, com quem teve um relacionamento de seis anos. A mulher o acusou de administrar medicamentos para drogá-la e de mantê-la trancada em um apartamento no Rio de Janeiro por cerca de nove horas. Uma medida protetiva foi determinada para impedir que o treinador se aproximasse da suposta vítima.
Na última quinta-feira (8), Alexandre Mendes foi preso no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por suspeita de descumprimento da medida protetiva. A prisão preventiva foi revogada cerca de 24 horas depois, e ele foi colocado em liberdade. O caso continua sob investigação.







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