O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotará a rede de satélites Starlink, da SpaceX, empresa de Elon Musk, para a transmissão de dados de urnas eletrônicas em colégios eleitorais situados em regiões remotas do país. Essa medida visa assegurar a comunicação em locais que não contam com infraestrutura de telecomunicações convencional. A viabilização do serviço acontece por meio da contratação da Hughes Telecomunicações do Brasil, vencedora de um edital da Justiça Eleitoral de março deste ano.

Para cumprir o contrato, a Hughes utilizará os equipamentos da Starlink. Serão disponibilizados até 1.113 terminais da operadora de satélites, distribuídos em 13 estados brasileiros. A definição das seções eleitorais que receberão os equipamentos e a logística de distribuição ficarão a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada unidade federativa.

Procedimento de Transmissão

Mesmo nas localidades atendidas pela conexão via satélite, o método de envio das informações de votação será semelhante ao empregado em locais com acesso tradicional à internet. O processo é realizado por meio do sistema JE-Connect, uma solução tecnológica desenvolvida pela própria Justiça Eleitoral. Através desse software, os arquivos gerados pelas urnas eletrônicas são digitalmente assinados e encaminhados em um ambiente seguro para a totalização e contagem dos votos.

A logística de distribuição e operação considera as particularidades geográficas e de infraestrutura de telecomunicação de cada estado, buscando atender a demanda dos pontos de votação isolados.

Distribuição dos Terminais

Os 1.113 terminais serão distribuídos entre os seguintes estados e a sede do TSE:

  • Amazonas: 350
  • Pará: 350
  • Mato Grosso: 117
  • Acre: 91
  • Maranhão: 60
  • Roraima: 60
  • Amapá: 53
  • Mato Grosso do Sul: 9
  • Goiás: 5
  • Piauí: 5
  • Bahia: 4
  • Paraná: 4
  • São Paulo: 3
  • TSE (Sede): 2