247 – Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, respectivamente, não devem se reunir antes da abertura do debate de líderes da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira (22). Até esta segunda-feira (21), não havia uma reunião bilateral entre os dois chefes de Estado prevista nas respectivas agendas.
Segundo um funcionário da Casa Branca ouvido pelo Metrópoles, Trump teria apenas dois encontros programados nesta segunda-feira antes da abertura da Assembleia Geral, sem uma reunião com Lula entre os compromissos.
Casa Branca não prevê reunião bilateral
A possibilidade de uma reunião formal entre os presidentes já era considerada reduzida pela diplomacia brasileira. Dias antes da abertura da Assembleia nem a Casa Branca nem o Itamaraty confirmavam uma bilateral entre Lula e Trump.
A falta de uma reunião agendada ganha relevância porque os dois presidentes estarão no mesmo ambiente durante a abertura do debate geral. Por tradição diplomática, o Brasil é o primeiro país a discursar, enquanto o presidente dos Estados Unidos, país anfitrião da sede da ONU, fala na sequência. Lula, portanto, será sucedido por Trump na tribuna nesta terça-feira.
Lula desembarcou em Nova York na noite de domingo (20) para participar da 81ª Assembleia Geral. A presença do presidente brasileiro nos Estados Unidos ocorre em meio a uma agenda concentrada de compromissos institucionais.
Possibilidade de contato informal permanece
Embora uma reunião bilateral não esteja prevista, permanece aberta a possibilidade de uma interação breve entre Lula e Trump nos bastidores do encontro das Nações Unidas.
O próprio governo brasileiro já havia admitido essa hipótese. No início de setembro, a avaliação era de que, apesar da inexistência de um pedido de reunião bilateral, a sequência dos discursos poderia criar uma oportunidade para uma conversa casual entre os presidentes.
Uma eventual interação, portanto, não significaria necessariamente uma mudança na agenda oficial. Poderia ocorrer durante a circulação das delegações e dos chefes de Estado pela sede das Nações Unidas.
Nesta segunda-feira, Lula manteve outros compromissos em Nova York. O presidente se reuniu com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani. De acordo com informações divulgadas após o encontro, os dois discutiram defesa da democracia, enfrentamento ao extremismo político e políticas destinadas às parcelas mais vulneráveis da população.
A agenda brasileira também previa encontro com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. A passagem de Lula por Nova York ocorre paralelamente ao calendário político brasileiro, com o presidente mantendo seus compromissos institucionais na Assembleia Geral.
Lula abre o debate de líderes na ONU
O principal compromisso de Lula será nesta terça-feira, quando o presidente brasileiro fará o primeiro pronunciamento do debate geral da Assembleia.
A abertura dos discursos pelo Brasil é uma tradição consolidada nas Nações Unidas. Depois de Lula, será a vez de Trump falar ao plenário, circunstância que coloca os dois presidentes próximos na programação do evento mesmo sem uma bilateral oficialmente marcada.
A participação brasileira ocorre em uma Assembleia que reúne representantes dos 193 países integrantes das Nações Unidas. A Semana de Alto Nível é um dos principais momentos do calendário diplomático internacional e concentra pronunciamentos e encontros entre chefes de Estado e de governo.
A reforma das estruturas de governança internacional, especialmente do Conselho de Segurança, está entre as pautas historicamente defendidas pelo Brasil nas Nações Unidas. Em pronunciamentos anteriores, Lula sustentou a ampliação da representação dos países em desenvolvimento e maior participação da América Latina e da África nos organismos decisórios internacionais.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.