Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, declarou que seu país mantém uma relação favorável com o Brasil. A afirmação foi feita durante uma entrevista na Casa Branca, onde Trump discorreu sobre o cenário político latino-americano. Embora não tenha citado nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump classificou a relação bilateral como positiva.
As declarações de Trump inserem-se em uma análise mais ampla sobre as transformações políticas na América Latina, a qual ele percebe como um movimento em direção ao conservadorismo.
Avanço da direita na região
Trump celebrou o que chamou de "avanço da direita" na América Latina, sustentando que nações sul-americanas estariam se afastando de governos e ideologias de esquerda. O ex-presidente também sugeriu ter tido influência em processos eleitorais na região, atribuindo a si parte do crédito pela eleição de diversas lideranças políticas sul-americanas.
Entre os nomes que Trump mencionou, esteve o do colombiano Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”. Trump interpretou essas mudanças políticas como uma restauração da influência norte-americana no continente, indicando uma alteração significativa na percepção dos Estados Unidos entre os países latino-americanos.
Relação com os Estados Unidos
Segundo Trump, há dois anos o cenário era distinto, mas atualmente muitos países da região demonstram “muito respeito” pelos Estados Unidos. Essa declaração alinha-se à principal diretriz de sua política externa para a América Latina: o apoio a governos e forças políticas ideologicamente afins e a apresentação do avanço da direita como um resgate da influência de Washington no continente.
Ao ressaltar a boa relação com o Brasil, Trump sinalizou que os laços entre Washington e Brasília permanecem importantes, mesmo diante das divergências políticas entre sua antiga administração e o governo Lula.







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